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(Texto: Erika Horigoshi/NB)
Pequena, muita gente nem sabe que ela existe, mas essa glândula
do sistema endócrino é fundamental para o bom funcionamento
do corpo. Por exemplo, quem nunca ouviu falar de metabolismo?
O papel da tireóide
Pela definição do dicionário, dá para entender
que metabolismo é o conjunto de reações que envolvem
síntese de substâncias, liberação de energia,
entre outras tarefas orgânicas. Nesse cenário, a tireóide
é, simplesmente, imprescindível. É uma glândula
situada no pescoço, abaixo do chamado pomo-de-adão, sem
a qual não se pode viver, explica a endocrinologista do Hospital
das Clínicas e do Hospital Edmundo Vasconcelos, Sandra Villares.
Só para listar algumas funções dos hormônios
produzidos pela tireóide, Sandra enumera: Controle da freqüência
cardíaca, do crescimento e da maturação óssea,
do desenvolvimento do sistema nervoso central, da produção
hepática de glicose, da produção de calor, dentre
outras.
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Veja
quem é quem
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Abaixo, conheça os hormônios relacionados
à tireóide e suas funções:
T3: Triiodotironina. Produzida pela glândula
em pequena quantidade.
T4: Tetraiodotironina, aminoácido
com iodo. Quando apresentado em níveis menores, acarreta
aumento do T3.
TSH: Produzido pela hipófise, estimula a
tireóide a secretar seus próprios hormônios.
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Doenças da glândula
De acordo com a endocrinologista, a deficiência da produção
de hormônio tireoidiano caracteriza o hipotireoidismo. É
uma doença de diversas causas, na qual a glândula não
é capaz de secretar quantidades adequadas de hormônios. Sua
freqüência é de dez mulheres para cada um homem,
esclarece Sandra. Já o hipertireoidismo é o excesso de hormônios
tireoidianos em nível tecidual, o inverso da versão
hipo.
Alguns sintomas podem ajudar no diagnóstico de hiper ou hipotireoidismo.
No primeiro caso, o paciente pode apresentar taquicardia, ansiedade, perda
de apetite e de sono. No segundo, cansaço, depressão, diminuição
da atividade cardíaca, falta de iniciativa, entre outros. No entanto,
é o exame sanguíneo com as dosagens dos hormônios
da tireóide que pode avaliar com mais precisão o estado
da glândula.
Convivência com distúrbios da tireóide
Quem possui a glândula em descompasso para mais ou para
menos, deve tomar alguns cuidados. As grávidas, por
exemplo, devem ser rigorosamente tratadas, já que existem riscos
de aborto ou má-formação durante a gestação,
entre outros perigos, afirma a médica.
Segundo Sandra, em geral, o paciente que sofre de alterações
da tireóide necessita de tratamento clínico para a reposição
hormonal ou tratar o excesso de hormônio com medicação
específica.
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Segundo a endocrinologista Sandra Villares, o termo Hashimoto
é geralmente usado para indicar a destruição autoimune
das células da tireóide, o que pode ou não resultar
em hipotireoidismo. No entanto, quem foi o Hashimoto que deu nome à
doença?
Hakaru Hashimoto nasceu em 1881, em Mie, e graduou-se na Escola Médica
da Universidade Imperial de Kyushu. Em 1912, ele foi o primeiro a descrever
o distúrbio crônico da tireóide com difusão
e infiltração relativa aos linfócitos e degeneração
fibróide. A logomarca da Associação Japonesa de Tireóide
foi elaborada para comemorar a memória e a descoberta do dr. Hashimoto.
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