PORTAL NIPPOBRASIL ONLINE - 19 ANOS
-
Fale conosco: adm@nippo.com.br   
Terça-feira, 12 de dezembro de 2017 - 19h58
DESTAQUES:
  Empregos no Japão

  Busca
 
  Seções NippoBrasil
   Comunidade
   Opinião
   Circuito
   Notícias
   Agenda
   Dekassegui
   Entrevistas
   Especial
-
  Variedades
   Aula de Japonês
   Automóveis
   Artesanato
   Beleza
   Bichos
   Budô
   Comidas do Japão
   Cultura-Tradicional
   Culinária
   Haicai
   História do Japão
   Horóscopo
   Lendas do Japão
   Mangá
   Pesca
   Saúde
   Turismo-Brasil
   Turismo-Japão
-
  Esportes
   Copa do Mundo 2014
   Copa das
 Confederações 2013
-
  Especiais
   Imigração Japonesa
   120 anos de Amizade  Japão-Brasil
   Bomba de Hiroshima
   Japan House
   Festival do Japão 2016
-
 Colunas
   Conversando de RH
   Mensagens
     Roberto Shinyashiki
-
 Veja mais  Classificados
   Econômico
   Empregos no Brasil
   Guia Profissionais
   Imóveis
   Oportunidades
   Ponto de Encontro
-
  Interatividade
   Fale com a Redação
-
  Institucional
   Quem somos


Caderno Pesca

Cuidado com os peixes venenosos
Instituto Butantã pesquisa a produção de um único
soro para neutralizar o veneno

(Foto: Divulgação)

Famoso pela produção de soro contra picada de cobras, aranhas e escorpiões, o Instituto Butantã, vinculado à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, começa a explorar também o mundo aquático, para buscar uma maneira de neutralizar o veneno de peixes peçonhentos (aqueles que, além da glândula do veneno, têm um aparato inoculador, no caso, espinhos). Os estudos tiveram como ponto de partida o Thalassophryne nattereri, um peixe comum nas regiões Norte e Nordeste do País, conhecido como niquim, ou peixe-sapo, que vive em águas salobras (encontro de mar com rio).

Hoje, as pesquisas também abrangem o bagre (animal marinho e de água doce) e o peixe-escorpião (marinho), presentes em quase todas as regiões do Brasil, e a arraia (marinho e de água doce), comum na região norte. A produção de um único soro para neutralizar o veneno de todos esses peixes é uma das possibilidades em verificação.

Os estudos sobre peixes peçonhentos colocam o Brasil entre os pioneiros no tema. Em todo o mundo, apenas a Austrália desenvolve soro para veneno de peixe. Lá, os acidentes causados pelo stone-fish (peixe-pedra), do mesmo gênero do peixe-escorpião, comum no Oceano Índico, são tratados com soro.

A previsão é que o soro leve cerca de um ano para começar a ser usado em clínicas. Isso porque ele depende da avaliação e da autorização de um comitê médico. E precisará de mais dois anos para se tornar um soro comercial.

De acordo com a bióloga Mônica Lopes Ferreira, que coordena os estudos sobre peixes peçonhentos no Butantã, embora os peixes sejam de espécies diferentes, o soro para o niquim também se mostrou eficiente contra os efeitos causados pelo Thalassophryne maculosa.

O niquim vive principalmente em águas salobras, comum em regiões onde há encontro de águas marítimas e fluviais. Tem aproximadamente 15 cm de comprimento, é mais largo na altura das nadadeiras peitorais, mais fino na parte de trás e não tem escamas, mas é coberto por muco. Costuma enterrar parte do corpo na areia, em águas rasas e é bastante resistente. Chega a ficar de 8 a 12 horas fora da água.

Por sua coloração acinzentada, é comum ser confundido com a areia. Possui dois espinhos na região dorsal e um em cada lateral, recobertos por uma glândula de veneno. Esses espinhos são vazados e, quando o peixe sofre pressão, como no momento em que é pisado por um pescador, a glândula desce e o veneno é liberado pelo espinho. “É como se ele aplicasse uma injeção”, diz Mônica.

A gravidade do ferimento varia de acordo com a quantidade de veneno liberada. Além de fortes dores, causa edemas, bolhas e até necroses no membro atingido.

Bagre é o peixe que mais causa acidentes

Segundo a pesquisadora, a maior incidência de acidentes com peixes peçonhentos no Brasil se dá com o bagre. Comestível e comum no Brasil, o bagre causa acidentes principalmente em pescadores. Os ferimentos, porém, são mais leves que os causados pelo niquim. Causam muita dor e edemas, mas não chegam a provocar necroses.

Já as arraias são bastante perigosas. Comuns tanto em águas pluviais quanto marinhas no Nordeste brasileiro, as arraias têm um ferrão na cauda capaz de provocar edemas, hemorragias e necroses. “Se não tivesse o veneno, a arraia já causaria ferimentos graves”, diz a pesquisadora.

Isso porque o animal, quando se sente ameaçado, usa a cauda, que é como um chicote, grande e serrilhado, causando cortes semelhantes aos de uma faca. “Esse quadro se agrava com a presença do veneno”, explica Mônica Lopes Ferreira.

Peixe-escorpião pode levar à morte

Considerado o pior dos peixes peçonhentos, o peixe-escorpião é capaz até de levar à morte. Isso porque além dos ferimentos locais, também pode causar efeitos sistêmicos, ou seja, afetar coração, pulmão e rins. A gravidade do acidente depende da quantidade de veneno inoculada.

Cada espinho libera grande quantidade de veneno, e os ferimentos com mais de três espinhos são considerados muito graves. Podem causar taquicardia, dispnéia (dificuldade de respiração), convulsões e morte.

 Fotos dos Leitores


Vejas as fotos dos nossos pescadores
 Arquivo - Pesca
De encontro aos peixes gigantes...
Pesca e stress
Sinta a esportividade do Tucunaré em Panorama
Numa pescaria, o que vale é a AMIZADE...
Marlin-azul tem a primeira marcação eletrônica do Brasil
Conheça os peixes Apapá e o Pampo
Tucunaré, problema ou solução?
Dicas de Pescador
História de pescador
Mulheres na pesca - Sorte ou azar?
As estrelas do inverno
Mulheres nos pesque-pagues
Tambacus, brigadores indiscutíveis
Pescarias nos pesque-pague
Em busca dos tucunarés gigantes
Alto-mar: uma pescaria fascinante
Confira alguns nós mais utilizados nas pescarias
Embarcar numa excursão de pesca vale a pena?
Peixes de água doce
Cuidado com os peixes venenosos
Serviços diferenciais unem hotéis, pousadas e boas pescarias
Lições de pesca: um hobby que pode ser muito interessante
 Dicas
Dicas para pescaria
Dicas de pescador
Tralhas para pescar cabeçudas
Pescarias de inverno
Como fisgar Tucunarés com iscas artificiais
Dicas de Pescador
Equipamentos
Rabicho ou chicote
Molinetes
Em Serra da Mesa, grandes tucunarés
Bóias: Conheça alguns modelos principais e suas características
Linhas de pesca
Iscas naturais para uma boa pescaria
Iscas de fundo e metálicas
Iscas artificiais: pesca mais dinâmica
Como escolher a melhor vara de pesca?
Anzol: você sabe exatamente
como usá-lo?
A pesca de arremesso em praia
Saiba como manusear carretilhas
Seis dicas básicas para manter seu equipamento em ordem
Carretilhas x Molinetes
 
Mande a foto de sua pescaria. Logo teremos uma nova seção com as fotos de todos nossos pescadores.
E-mail: pesca@nippo.com.br

© Copyright 1992 - 2016 - NippoBrasil - Todos os direitos reservados - www.nippo.com.br

O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade exclusiva do anunciante.
Antes de fechar qualquer negócio ou compra, verifique antes a sua idoneidade. Veja algumas dicas aqui.

Sobre o Portal NippoBrasil | Fale com o Nippo