(Texto
e fotos: Helder Horikawa/NB)
Em uma explosão
de alegria e com muitas lágrimas nos olhos, Nobuhiro Hirata, de
Presidente Prudente, sagrou-se no domingo, 20 de fevereiro, campeoníssimo
do Grand Prix do 11º Concurso de Karaokê do Estado de São
Paulo, o Paulistão, realizado na sede campestre da Associação
Nipo-Brasileira de Ribeirão Preto, a 320 km da capital. Com a conquista,
ele entrou para a história da União Paulista de Karaokê
(UPK) como o terceiro cantor a faturar o Grand Prix. Antes, apenas Sanae
Imamura (96 e 2001) e Alexandre Hayafuji (2003 e 2004) haviam obtido o
feito. Na disputa por equipes, Oeste Capital ficou em primeiro lugar e
levou para casa o troféu transitório, já que foi
a quinta vez que faturou o título (96, 98, 99 e 2001).
Professor de
matemática e de língua japonesa, Hirata, 27 anos, foi campeoníssimo
do Paulistão de 98, em Presidente Prudente, justamente no ano em
que perdeu seu pai, a quem dedicou a vitória na ocasião.
Não esperava ganhar em Ribeirão. Tinha muita gente
boa e preparada no Grand Prix. Essa vitória teve um sabor diferente,
já que quando venci pela primeira vez estava atuando em casa, com
o apoio dos amigos, destacou o bicampeão.
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UPK
- União Paulista de Karaoke - XIII
PAULISTÃO
Dai Juikkai São Paulo-Shu Senbatsu Karaoke Taikai - PAULISTÃO
XI
ASSOCIAÇÃO NIPPO BRASILEIRA DE RIBEIRÃO PRETO
Rua Tereza Nomura Yamada, 400
Promoção: UPK - União Paulista de Karaoke
Realização: Liga Migiana da Canção Japonesa
Dias 19 e 20 de fevereiro de 2005
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GALERIA
DE CAMPEÕES EM 2005
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CAMPEÕES
DAS CATEGORIAS:
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Categoria
|
Nome
|
Região
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| VETD |
Paulo
Shikama |
Oeste |
|
VETC |
Mitsue
Kina |
Centro |
| VETB
|
Setsuko
Osawa |
Leste |
| VETA |
Atsushi
Abe |
Oeste |
| Juvenil |
Debora
Shimada |
Sul
I |
| Adulto-B |
Alexandre
Hayafuji |
Leste |
| Adulto-A |
Nobuhiro
Hirata |
Sorocabana |
| POP |
Naomi
Tanaka |
Leste |
| Infantil-D |
Hissami
Yokoyama |
Central |
| Infantil-C |
Rodrigo
Matsumura |
Sul
I |
| Infantil-B |
Daiti
Tatsumi |
Centro |
| Infantil-A |
Fumie
Okamoto |
Central |
| Tibiko-C |
Victor
Hariki |
Oeste |
| Tibiko-B |
Lais
Sayuri Kotsubo |
Noroeste |
| Tibiko-A
|
Emy
Fujino |
Sul
I |
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CAMPEÕES
DAS CATEGORIAS KASHOSHO:
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Categoria
|
Nome
|
Região
|
| KASHOSHO
VET-C |
AKIRA
IKAWA |
Central
|
| KASHOSHO
VET-B |
KAZUKO
KAWAI |
Sul
I |
| KASHOSHO
VET-A |
KIYOMI
KANASHIRO |
Norte |
| KASHOSHO
Juvenil |
SAYURI
OHASHI |
Sul
I |
| KASHOSHO
POP |
BEATRIZ
MINAKI |
Noroeste |
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CAMPEÕES
DE PONTOS DO KESHÔ PARA CAPITAL - GRANDE SÃO
PAULO E INTERIOR PAULISTA:
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Categoria
|
Nome
|
Região
|
| Infantil |
HISSAMI
YOKOYAMA |
Central |
| Tibiko |
LAIS
SAYURI KOTSUBO |
Noroeste |
| Capital |
SETSUKO
OSAWA VET-B |
Leste |
| Grande
São Paulo |
KAZUO
MINAMI VET-D |
Central |
| Interior
Paulista |
NOBUHIRO
HIRATA ADU-A |
Sorocabana |
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Pelo título
no Grand Prix, Nobuhiro Hirata ganhou o prêmio de R$ 2,5 mil. Embolsou
outros R$ 1 mil ao conquistar o título de Melhor Cantor do Interior.
Apesar de não me considerar favorito, treinei muito para
esse concurso. Foram seis meses de ensaios, duas horas por dia,
lembrou.
Para chegar
ao Grand Prix, Hirata ganhou o título na categoria Adulto A. Na
disputa de campeoníssimo, enfrentou os também campeões
Paulo Shikama (Veterano D), Mitsue Kina (Veterano C), Setsuko Ozawa (Veterano
B), Kiyomi Kanashiro (Veterano A), Atsushi Abe (Veterano A), Sayuri Ohashi
(Juvenil), Débora Shimada (Juvenil), Naomi Tanaka (Pop), Alexandre
Hayafuji (Adulto B) e Kazuo Minami. Esse último entrou no Grand
Prix por ser o Melhor Cantor da Grande São Paulo, ocasião
em que faturou R$ 1 mil, e Kiyomi e Sayuri conquistaram a vaga como campeãs
do kashosho, em um novo sistema criado pela UPK, a exemplo do que já
é adotado pela Associação Brasileira da Canção
Japonesa (Abrac), para dar mais oportunidades aos jovens talentos. A exemplo
de Hirata e Minami, Setsuko ainda ganhou R$ 1 mil por ser a Melhor Cantora
da Capital.
Para Débora
Shimada, estar no Grand Prix foi uma surpresa. É difícil
descrever a emoção que tive ao saber do resultado. Eu até
achava que tinha cantado mal, argumentou a cantora, que faturou
um título no Paulistão pela primeira vez. Minha última
participação em concurso para valer mesmo foi em maio do
ano passado, por isso estava nervosa. Antes disso, só estive em
shows, completou. Ela dedicou o título principalmente à
mãe, Magda. Muita gente torceu e deu força para mim.
Mas ela é especial.
Mesmo mais
calejada em finais, Sayuri Ohashi também não escondia o
nervosismo. Campeã do Juvenil em 2004, ela justifica que cada concurso
é diferente. A cada ano, o Paulistão é diferente,
é uma nova história. Peguei a música faz dois meses
e já devo mudar para o Brasileirão. Fiquei nervosa porque
tinha muita gente talentosa no Grand Prix, declarou.
Outros
campeões
O Paulistão
de Ribeirão Preto também decretou outros campeões
do kashosho, que só não foram para o Grand Prix pelo regulamento,
como os casos de Akira Ikawa (Veterano C), Kazuko Kawai (Veterano B) e
Beatriz Minaki (Pop). Aliás, o novo sistema causou alguns contratempos
e controvérsias, mas nada que pudesse tirar o brilho do 11º
concurso paulista.
Entre as crianças,
Daiti Tatsumi (Infantil B) e Victor Hariki (Tibiko C em 2004 ele
ganhou no Infantil D) repetiram o título do ano passado. As pequenas
Hissami Yokoyama e Laís Kotsubo ganharam, cada uma, R$ 500 por
terem as melhores notas nas categorias Infantil e Tibiko, respectivamente.
De quebra, levaram para casa ainda um pacote de hospedagem no Hotel Matsubara
de Campos do Jordão, prêmio que também foi estendido
aos melhores da Capital, Interior e Grande São Paulo.
Para o coordenador-geral
do concurso, Satoru Hojo, o Paulistão foi aprovado. Por ser
nossa primeira vez, acho que foi um grande sucesso. Erros sempre acontecem,
o que só vamos corrigir com o tempo. Agora, quem sabe não
teremos o Brasileirão por aqui?, questionou (veja box). Pelos
cálculos da comissão organizadora, algo em torno de 4 mil
pessoas passaram pela Nipo de Ribeirão nos dois dias do concurso.
O presidente
da UPK, Elzo Sigueta, também elogiou o concurso em Ribeirão.
Pela inexperiência da Liga Mogiana, que organizou o Paulistão
pela primeira vez, e das entidades apoiadoras, estava preocupado que as
engrenagens não funcionassem bem. Porém, tivemos um andamento
perfeito, prova de que a equipe organizadora conseguiu suprir as pequenas
falhas, destacou.
O Paulistão
do ano que vem ainda não tem local definido. A UPK gostaria que
a Liga Noroeste se dispusesse a sediar o concurso, o que não deverá
ocorrer. Temos condições de promover, mas nos falta
coragem. Araçatuba, Lins e Bauru são boas sedes, mas não
se mostraram muito interessadas, disse Kazuyuki Horiuti, presidente
da Liga.
Sem muitas
alternativas, Sigueta já estuda a possibilidade de levar o concurso
para Campos do Jordão. Ele deverá aproveitar o 1º Festival
Beneficente da Canção Japonesa, no dia 27 de fevereiro (veja
na página 6A), para fazer os primeiros contatos.
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