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Deu Lílian Tangoda no Brasileirão de Karaokê 2004
Cantora de Guararapes já havia vencido o Grand Prix do ano passado e repetiu a dose na Associação Nipo de Campo Grande (MS) no último final de semana

VITÓRIA - Lílian foi Melhor Cantora do Interior no Paulistão(Texto: Helder Horikawa/NB)

O 19º Concurso da Canção Japonesa (Brasileirão), realizado entre os dias 16 e 18 de julho na sede da Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, consagrou a beleza e a técnica da jovem Lílian Tangoda, de Guararapes, eleita em fevereiro a Melhor Cantora do Interior no último Paulistão. Campeã da categoria Juvenil, como já fizera no ano passado, ela faturou o título do Grand Prix e entrou para a história da Associação Brasileira da Canção Japonesa (Abrac) como a terceira bicampeã do maior concurso de karaokê nipônico do País. Antes dela, só a paranaense Fábia Tanabe (91 e 98) e a paulista Tiemi Ono (97 e 99) haviam conquistado o título duas vezes. Na disputa por equipes, Minami/SP faturou o hexacampeonato.

A vitória de Lílian, que ganhou R$ 2 mil como prêmio, também deu a São Paulo a vantagem sobre o Paraná em número de títulos gerais do Grand Prix. Até o Brasileiro de Campo Grande, ambos registravam nove vitórias cada. Além da representante da Noroeste no Juvenil, disputaram o Grand Prix os campeões Yutaka Yassunaka (Veterano D-2), Norio Horimi (Veterano D-1), Akira Ikawa (Veterano C), Hiseko Yoshiara (Veterano B), Yukiko Hamada (Veterano A), Beatriz Minaki (Pop), Kazue Nagase (Adulto B) e Alexandre Hayafuji (Adulto A). Este último ficou com o título de campeão do Júri Popular e levou para casa R$ 1 mil.

EXPERIÊNCIA - Flávia Maruyama: bom aprendizadoO Brasileirão reuniu, no total, 660 candidatos em 16 categorias. Foi, literalmente, o concurso das fortes emoções. A começar pelo discurso emocionado, na abertura, do presidente da Nipo de Campo Grande, Paulo Kinoshita, que, quase sem palavras, fez um discurso pausado, em meio às lágrimas. “Fizemos reuniões todas as semanas, desde que decidimos realizar o evento. Foram altos e baixos até a véspera, quando ainda tínhamos pintores e pedreiros trabalhando nas obras. Não sabíamos qual seria o resultado do concurso”, destacou. “Nosso objetivo não foi só fazer o Brasileirão, mas divulgar nossa cidade, nossa cultura e nossa comunidade”, completou o presidente.

Mas com a sensação do dever cumprido, Kinoshita e toda a comissão organizadora, sob o comando de Jorge Gonda, respiraram aliviados. Depois, vieram só elogios. “Campo Grande nos presenteou com essa grande festa de união e confraternização. E, por ser a primeira vez que promovem um concurso com tal envergadura, estão de parabéns”, disse o presidente da Associação Brasileira da Cançaõ Japonesa (Abrac), Kencho Yamada.

Essa foi a segunda vez que o maior concurso de karaokê da comunidade nipo-brasileira foi realizado fora do eixo São Paulo-Paraná. A primeira havia sido em 90, em Brasília, no Distrito Federal. A realização do Brasileirão em Campo Grande pode, como já havia dito Yamada, contribuir para o desenvolvimento da canção japonesa no Estado. Quem também ganha com isso é o Mato Grosso. “Demos a oportunidade para que os cantores da região Centro-Oeste do Brasil sentissem o que é um Brasileirão, o que até então só tinham ouvido falar. Não podemos ficar confinados em nosso mundo e tenho certeza de que isso vai atrair muitos jovens à prática da música”, afirmou o coordenador Jorge Gonda.

Os dois Estados, pela primeira vez no Brasileirão, participaram com suas equipes completas. “Participar do concurso nos dá mais experiência e técnica, porque você concorre com os melhores cantores do Brasil. Acho isso muito importante, porque contribui com o nosso crescimento. Ganhar um título ainda é um sonho distante”, declarou Flávia Maruyama, de Cuiabá (MT), pela terceira vez no Brasileiro.

Com o mesmo discurso, Melanie Kanashiro, em seu segundo Brasileirão, só esperava passar da primeira fase. Mas não ficou entre os dez melhores da categoria Juvenil. “No ano passado também não me classifiquei, mas foi uma experiência válida. Sempre se aprende alguma coisa, mesmo não estando entre os melhores”, revelou. Ela, que é de Campo Grande e teve o apoio da torcida local, só disse que atuar em casa aumentou a responsabilidade de se apresentar bem.

Campeão entre os veteranos na Central, Kenji Ogassawara, de São José dos Campos, disputou o Brasileirão pela primeira vez. Mas jura que não estremeceu quando subiu ao palco, diante de mais de mil pessoas. “Estava bem tranqüilo, apesar de saber que só os melhores de cada região estavam lá”, justificou ele.

 
Campeãs nas categorias Tibiko e Doyo

Sayuri Ikezuka venceu na categoria Doyo B

Hanayo Sakotani ganhou no Doyo A o título para Sorocabana

Vivian Hamazaki, emoção com o título no Doyo C

Yukari Tanabe foi a campeã do Tibiko C

Yumi Takaki, a grande vencedora da categoria Tibiko A

Laís Kotsubo garantiu título para Noroeste no Tibiko B

Elis Ota ficou com a primeira colocação na categoria Doyo D
 
VENCEDORES EM CAMPO GRANDE

Categoria

Cantor
Equipe

Veterano D-2

Yutaka Yassunaka
Norte/PR
Veterano D-1
Norio Horimi
Higashi/SP
Veterano C
Akira Ikawa
Central/SP
Veterano B
Hiseko Yoshiara
Norte/PR
Veterano A
Yukiko Hamada
Sul/PR
Adulto B
Kazue Nagase
Minami/SP
Adulto A
Alexandre Hayafuji
Higashi/SP
Juvenil
Lílian Tangoda
Noroeste/SP
Pop
Beatriz Minaki
Noroeste/SP
Doyo D
Elis Ota
Noroeste/PR
Doyo C
Vivian Hamazaki
Paulista/SP
Doyo B
Sayuri Ikezuka
Central/SP
Doyo A
Hanayo Sakotani
Sorocabana/SP
Tibiko C
Yukari Tanabe
Central/SP
Tibiko B
Laís Kotsubo
Noroeste/SP
Tibiko
Ayumi Takaki
Minami/SP
Equipes
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Minami
Fotos

Casal Kátia e Mário Shiraishi

Deputado Luis Nishimori e a esposa Akemi

Família Otsubo Luis, Taeko e Aureo

Jorge Tamashiro a esposa Cásia e os filhos Brenda e Breno

Jorge Tamashiro Deputado Arika Otsubo e Tetsu Arashiro

Kátia Tamashiro e o filho Raphael

Maira Shiraishi

Participantes de Campo Grande

Presidente do Nipo Paulo Kinoshita

Galera de Cuiabá

Valdecir Siroma e Jorge Kubota
 
Arquivo - Karaokê

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