Fachada
da fábrica da Yutaka do Brasil em Jundiaí: unidade
será inaugurada neste dia 16 de setembro
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(Texto: Cinthia
Yumi/NB | Foto: Divulgação)
Impulsionados
pelos elevados ganhos obtidos nas suas operações no Brasil
e pela facilidade de envio de remessas de lucro ao exterior, a indústria
automobilística mostra que está, de fato, disposta a investir
pesado por aqui. Dados do Banco Central revelam que os fabricantes de
automóveis responderam por um envio de US$ 4,045 bilhões
para fora do Brasil entre janeiro e julho deste ano, o que corresponde
a um aumento de 239% em relação ao mesmo período
de 2007. Entre janeiro e julho, foram fabricados mais de 2 milhões
de veículos, 22% a mais do que os primeiros sete meses de 2007.
Com o mercado
aquecido, montadoras japonesas pipocam pelo Brasil, em especial
na região interiorana de São Paulo, onde já estão
instaladas fábricas de duas das maiores automobilísticas
do mundo: a Toyota, em Indaiatuba, e a Honda, em Sumaré.
De acordo com
dados da Câmara de Comércio Brasil-Japão, ao menos
cinco empresas do setor automotivo abriram ou estão para estrear
na região interiorana de São Paulo. São elas, a Kanjiko
do Brasil, em Salto; a Nissin Brake, em Itu; a Honda Lock, em Itupeva;
a Yutaka do Brasil, em Jundiaí; e a Pilkington do Brasil, que amplia
sua fábrica em Caçapava. Além disso, a Toyota anunciou
a abertura de uma nova fábrica em Sorocaba, em 2011, para disputar
o mercado de compactos.
A proximidade
dessas empresas que são fornecedoras de peças automotivas
para a Toyota e para a Honda de suas unidades fabris não
é mera coincidência. Elas escolheram as cidades estrategicamente,
priorizando a curta distância e a facilidade de acesso. Em
alguns casos, há a necessidade de saída de um caminhão
de produção a cada 15 minutos, por isso, a distância
pequena e as condições boas das estradas são fatores
primordiais, explica o advogado Silvio Tanaka, especializado em
instalação de multinacionais japonesas no Brasil.
A Kanjiko do
Brasil ilustra bem essa situação. Responsável pela
fabricação de 24 itens do novo Corolla, a empresa, que iniciou
suas atividades em junho, funciona como um tipo de extensão da
Toyota de Indaiatuba. Estamos em cidades diferentes, mas é
como se estivéssemos dentro da linha de produção
da Toyota. Ou seja, se os funcionários da fábrica da Toyota
fazem hora extra, aqui também fazemos. Estamos prontos para atender
toda a demanda do novo Corolla, explica Roberto Yamashita, gerente-administrativo
da Kanjiko do Brasil.
Além
de alterar a paisagem das cidades nas quais se instalam, as empresas geram
emprego, renda e tributos. Somando as cinco automotivas Kanjiko
do Brasil, Nissin Brake, Yutaka do Brasil, Honda Lock e Pilkington do
Brasil cerca de 690 novas vagas de trabalho serão criadas
nos próximos cinco anos. Isso sem contar as 2,5 mil vagas anunciadas
pela Toyota em Sorocaba.
De modo geral,
as vagas oferecidas são para a área operacional. O requisito
é 2º grau completo e a preferência será dada
àqueles que moram nas proximidades das fábricas. A Kanjiko,
por sua vez, deve gerar 220 empregos diretos até 2009, em especial
para linha de produção.
A Nissin Brake
do Brasil, que produz freios para o setor automotivo, irá instalar
uma unidade fabril na cidade de Itu em outubro. Para tanto, foram investidos
cerca de R$ 25 milhões na nova planta, que será responsável
pela produção de sistemas de freios que irão atender
a uma demanda de 160 mil automóveis Honda em 2009.
Num primeiro
momento, a empresa prevê a abertura de cem oportunidades de emprego
e as inscrições às vagas estão abertas. Há
oportunidades nas áreas de produção e administrativa.
Com investimento
de R$ 16,5 milhões, a Honda Lock começa sua produção
em Itupeva, em outubro, mas a inauguração oficial da fábrica
está marcada para abril de 2009. A empresa, que produz espelhos
retrovisores, maçanetas, travas e sensores ABS, terá capacidade
de produção para 300 carros por dia e fornecerá peças
exclusivamente para a Honda.
A empresa deverá
abrir cerca de 200 vagas de emprego até 2013. Ainda não
temos a quantidade exata de vagas por departamento, mas, como requisito
mínimo, o candidato deve ter 2º grau completo e, se possível,
bons conhecimentos da língua japonesa. No mais, dedicação,
seriedade, empenho e respeito, explica Chitose Ichimasa, representante
da Honda Lock Japan no Brasil. O salário inicial para operadores
de produção é de cerca de R$ 600 mensais.
A Nippon Sheet
Glass, que atua no Brasil como Pilkington Brasil, irá investir
cerca de R$ 100 milhões na ampliação da fábrica
de Caçapava. As atividades começam em 2010. O objetivo é
adicionar à produção atual mais 1 milhão de
pára-brisas por ano.
Com a ampliação,
há a projeção de abertura de 120 novos postos de
trabalho a partir de 2009. No entanto, a empresa ainda não definiu
quais serão os setores que irão demandar profissionais.
E, por fim,
a Yutaka do Brasil, que se prepara para inaugurar sua fábrica em
Jundiaí no dia 16 de setembro. Cinqüenta empregos na área
operacional deverão surgir nos próximos três anos.
Com investimentos
de cerca de R$ 20 milhões, a fábrica de Jundiaí irá
produzir 80 mil peças automotivas de exaustão (catalisadores)
no seu primeiro ano de funcionamento. Toda a produção será
escoada para a Honda. Nosso sonho é tornar a empresa líder
no Brasil de peças de exaustão, diz o presidente da
Yutaka do Brasil, Naoya Maegawa.
Na opinião
do advogado Silvio Tanaka, mais capital japonês terá o Brasil
como destino, inclusive em outros setores da economia. Essa tendência
pode ser observada em outros setores também, como o químico
e o de serviços. Por isso, investir no aprendizado da língua
japonesa ainda é importante. Essas multinacionais têm dificuldade
para contratar profissionais de nível executivo que dominem bem
o idioma japonês, finaliza o especialista.
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Toyota
do Brasil
A Toyota está com as inscrições abertas pelo site www.toyota.com.br,
no link Recursos Humanos
Kanjiko
do Brasil
A empresa deve gerar 220 empregos diretos até 2009. Interessados
em concorrer às vagas deve enviar currículo para Rua Batalha
do Riachuelo, 6.655, Salto/SP, CEP 13320-000, A/c Recursos Humanos
Nissin Brake
do Brasil
Abertura de cem oportunidades de emprego. Os interessados podem enviar
o currículo para Rodovia do Açúcar, km 23,5, Bairro
Chácara São João, Itu, São Paulo. O CEP é
o 13312-500
Honda Lock
Japan no Brasil
Os candidatos devem enviar currículos com foto recente para Rodovia
Miguel Melhado Campos, km 81, Bairro da Prata, Itupeva/SP. O CEP é
13295-000, A/c Recursos Humanos
Yutaka do
Brasil
Cinqüenta empregos na área operacional deverão surgir
nos próximos três anos. Currículos devem ser encaminhados
para o RH, no endereço Avenida José Benaff, 2.525, Parque
Industrial, Jundiaí/SP. O CEP é o 13213-085
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