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(Texto: Tania
Franco/ipcdigital.com | Fotomontagem: International Press Japan)
É só
sentir aquele tremor característico de um terremoto para surgirem
as dúvidas: Será que vai ser forte? Será que
vai passar logo? Será que estou seguro?. Depois que o abalo
pára, se nada de mais grave acontece, a vida volta ao normal (até
o próximo terremoto). Apesar de ocorrerem milhares de tremores
por ano no Japão, isso não significa que todos estejam acostumados.
A população aprende a conviver com os tremores e a se prevenir.
No Japão,
1º de setembro é o Dia Nacional dos Desastres Naturais. Atividades
organizadas por órgãos públicos e privados, em várias
partes do país, destacaram a importância dos treinamentos
de prevenção. Nesse mesmo dia, em 1923, ocorreu o Grande
Terremoto de Kanto, que vitimou mais de 142 mil pessoas.
Não
é novidade que os estudos da Agência de Meteorologia indicam
que, a qualquer momento, a região de Kanto pode ser abalada por
um outro grande terremoto. Por isso, o instituto monitora os dados registrados
24 horas por dia pelos sistemas de observação espalhados
por toda a localidade.
A intenção
é tentar prever a ocorrência de um abalo sísmico a
tempo de emitir um alerta de emergência para a população
por rádio, TV e alto-falantes em carros policiais e praças
públicas. O trabalho de monitoramento dos abalos também
se estende a todo o país.
Um desses estudos,
feito de outubro de 2006 até o mesmo mês do ano seguinte,
indicou que a ocorrência de terremotos ficou centralizada na região
de Hokuriku (Niigata, Nagano, Toyama, Ishikawa e Fukui). Foram lá
que aconteceram os dois grandes terremotos de 2007: 25 de março
em Ishikawa e 16 de julho em Niigata.
Em Tóquio,
segunda colocada em abalos sísmicos, a maior parte dos tremores
foi registrada nas proximidades na península de Izu. Essa região
fica entre as placas tectônicas das Filipinas e do Pacífico.
Já em Hokkaido, houve grande freqüência de terremotos
porque a região fica na junção das placas tectônicas
do Pacífico e da América do Norte.
As análises
da Agência de Meteorologia indicam ainda que, cada vez mais, os
terremotos estão se aproximando de Honshu, ilha principal do Japão,
que vai de Aomori até Yamaguchi.
(*Com Helena Saito/ipcdigital.com)
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