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(Reportagem
e Fotos: Júlio Caruso / ipcdigital.com)
Muitas são
as pesquisas que mostram o ranking das cidades mais caras do mundo. A
colocação dos países, porém, pode variar conforme
o critério de avaliação. Em 2007, a Mercer Human
Resource Consulting realizou um levantamento sobre o custo de vida em
vários países e apontou Moscou como a cidade mais cara do
mundo. Em segundo lugar, vinha Londres. Tóquio aparecia em quarto,
depois de Seul.
A capital britânica,
por sua vez, estava no topo, em um ranking que mostrava os lugares mais
caros do mundo para se comer. Tóquio vinha em terceiro, depois
de Paris. Seja qual for o critério da pesquisa, quando o assunto
é cidade cara, Tóquio está sempre nas primeiras colocações.
Para muitos,
a imagem da capital japonesa ainda é a de um lugar muito caro para
a prática do turismo. Mas, segundo uma pesquisa feita pela Organização
Nacional de Turismo do Japão (JNTO) entre 2006 e 2007, a capital
japonesa está deixando de ser considerada cara por muitos visitantes.
Foram entrevistados mais de 13 mil estrangeiros. O resultado da pesquisa
mostra que apenas 11% deles acham o Japão caro como destino turístico.
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Número
de visitantes por país
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| Coréia
do Sul |
2.600.800
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| Taiwan |
1.385.200
|
| China |
943.400
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| Estados
Unidos |
815.000
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| Hong
Kong |
432.100
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| Austrália |
222.500
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| Grã-Bretanha |
221.900
|
| Tailândia |
167.500
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| Canadá |
166.000
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| Cingapura |
151.800
|
| França |
137.700
|
| Alemanha |
125.300
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Mas, afinal,
é caro ou não é? É possível passear
em Tóquio sem gastar muito dinheiro? O International Press foi
buscar as respostas com estrangeiros de passagem pelo país, para
saber como eles fazem para economizar dinheiro em uma viagem pela capital
japonesa. O ponto de partida foi uma lista de hotéis encontrada
em um site da internet (e-otomari.jp) que reúne informações
sobre hotéis com diárias bem abaixo da média.
Uma lista de
economy hotels (em bom português, hotéis baratos)
é distribuída no balcão de informações
do aeroporto de Narita. Foi uma lista como essa que levou a francesa Ada
Bodjolle a se hospedar com um amigo belga no Tokyo Backpackers, em Taito.
Filha de pai africano e mãe brasileira, Ada estava no Japão
pela primeira vez e ficou encantada.
Para não
gastar muito, ela e o amigo resolveram começar economizando com
acomodação. Com uma diária de ¥ 2,1 mil, o Tokyo
Backpackers atrai viajantes e mochileiros de várias partes do mundo
e do Japão. Recebemos muitos estudantes japoneses também,
disse Tsubasa Onuma, um dos responsáveis pelo hotel.
Segundo ele,
uma das razões para se manter o preço baixo da diária
pode ser atribuída aos quartos, que são comunitários,
como em um albergue. Mas, para quem preza por limpeza e organização
a preços baixos, o local não deixa a desejar. É limpo
e fica a cerca de oito minutos da estação de Minami Senju.
As portas dos quartos possuem senha e há um piso só para
mulheres. Diferentemente de muitos hotéis do gênero, o acesso
à internet é gratuito.
Outro estrangeiro
de passagem por Tóquio era Jose Dib. Mexicano, residente na Austrália,
ele estava hospedado com o amigo Julien Duc, francês e também
morador da Austrália. Os dois vieram a passeio e disseram que Tóquio
não é cara.
Duc conta que
encontraram vários hotéis baratos e só escolheram
o Tokyo Backpackers por ter sido o único com vaga disponível.
Dib também achou os eletrônicos muito baratos. Mas,
em compensação, gasta-se muito com transporte, disse
ele. O mexicano comentou que é possível comer sem gastar
muito, mas requer um pouco de espírito de aventura.
Hoje, por exemplo, pedi algo que eu nem sabia o que era. Mas estava
delicioso.
Outro hotel
barato que está na lista dos mais indicados para os turistas é
o New Koyo, em Nihonzutsumi. O proprietário do local, Hiroyuki
Kiyama, conta que o segredo de cobrar pouco pela diária (¥
2,5 mil) está no conceito de hotel para estrangeiro.
Kiyama explica
que os estrangeiros costumam passar boa parte do dia fora do hotel. Eles
querem apenas dormir e recarregar as energias para cumprir a programação
do dia seguinte, comentou. Por isso, Kiyama procura oferecer o que
ele mesmo julga ser o mínimo necessário.
Kiyama valoriza
muito itens como limpeza e atendimento. Ele se orgulha de seu hotel receber
hóspedes indicados por outros que já se hospedaram anteriormente.
Hoje, cerca de 85% da clientela do New Koyo é formada por estrangeiros.
São franceses, australianos, alemães e coreanos. Já
tivemos até um embaixador hospedado aqui. Ele era do Zimbábue,
disse, sorridente.
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