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Toyota Bandeirante faz parte da história automobilística
do Brasil. A 4x4 foi e continua sendo usado para atividades pesadas. Mas,
em 2001, o veículo teve que parar de ser fabricado. O fim da produção
do lendário carro da Toyota se deu por causa da inviabilidade técnica
para mantê-lo dentro das exigências de regulamentação
em vigor no Brasil. Engenheiros da empresa tentaram encontrar alternativas
para o problema, mas as soluções encontradas não
viabilizavam comercial e economicamente a produção do veículo.
Um segundo fator foi a decisão de ampliar a fábrica de Indaiatuba,
transformando a de São Bernardo do Campo em unidade produtiva de
autopeças para abastetecer principalmente a fábrica de Indaiatuba
e nacionalizar ao máximo os veículos fabricados no Brasil.
Mesmo fora
de linha, veículo é sonho de consumo
Quando Renato
Kruger comprou sua Toyota Bandeirante, ela já estava em seu último
ano de fabricação. Mas ter a pickup sempre foi um sonho
na vida do mecânico agrícola de Joinville, Santa Catarina.
Com sua 4x4, ela roda o meio rural do interior catarinense, atendendo
uma fiel clientela no concerto de máquinas e equipamentos. É
praticamente uma oficina ambulante com suas ferramentas a bordo da carroceria.
A inseparável
companheira de Renato foi comprada há sete anos. A pickup é
de 1970 e até hoje nunca deixou Renato na mão, segundo ele
mesmo relata.
A paixão
pela Bandeirante começou na da década de 60 quando ele foi
trabalhar como mecânico em uma empresa que tinha toda a frota composta
pela pickup. Foi amor à primeira vista, conta. Para
ele, era o carro ideal, já que havia adquirido todo conhecimento
mecânico e por ter um motor econômico.
Com o fechamento
da empresa, Renato, que é neto de alemães, passou a trabalhar
como autônomo, atendendo os agricultores da região com um
carro pequeno. Com muito trabalho e ajuda financeira da já falecida
mãe, conseguiu, em 2001, finalmente comprar a tão desejada
camionete. Hoje, ele atende os mesmos cento e pouco clientes de 40 anos
atrás.
Antigamente,
ele fazia até 150 km por dia atendendo os agricultores. [Hoje]
estou com o freio de mão puxado, admite o bem- humorado mecânico
de 65 anos.
Renato Kruger,
que de 1963 a 1964 integrou as forças de paz da ONU em missão
no Oriente Médio, diz que não venderia a pickup por preço
nenhum. Nem mesmo trocaria por outra. Segundo ele, com os carros novos
de hoje, só no guincho.
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