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Conhecida como
a Suíça brasileira, Campos do Jordão,
a 187 km de São Paulo, tem um paraíso para idosos nikkieis.
O Recanto de Repouso Sakura Home é um estabelecimento beneficente
especializado no atendimento às pessoas da terceira idade sob o
comando da Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo (Enkyo).
TERAPIA
- Moradora participa de aula de artesanato
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LEITURA
- Recanto disponibiliza bons livros em biblioteca |
O recanto,
antigamente, era um sanatório que atendeu também portadores
de tuberculose, e foi inaugurado em 1936 por imigrantes japoneses. Em
1965, o comando do sanatório passou ao Enkyo. A missão de
atender os pacientes de tuberculose continuou até 2000.
A partir daquele
ano, o sanatório transformou-se completamente. Prédio, quartos
e equipamentos foram reformados para receber os idosos. Atualmente, o
Sakura Home atende 27 usuários, sendo 13 homens e 14 mulheres.
Nesse grupo há 20 isseis, 5 nisseis e uma não-nikkei. Sua
capacidade de atendimento é de, no máximo, 40 pessoas. A
maioria de seus internos tem entre 80 e 90 anos de idade.
A vida cotidiana
no recanto é cheia de atividades. O programa do dia oferece ginástica
(Rádio Taissô), karaokê, origami, artesanato, desenho,
haicai e muito mais. Todas as atividades são acompanhadas por funcionários
ou voluntários. O local ainda oferece biblioteca, sala com TV a
cabo NHK e salão de trabalho onde os residentes fazem suas atividades.
Segundo Hiroshi
Yoza, gerente do recanto, além dos residentes, interessados e visitantes
têm gostado da situação e da vida no local. Porém,
após sete anos em atendimento, a entidade ainda enfrenta dificuldades
financeiras. Nós visamos a um recanto de repouso ainda mais
aconchegante, diz Yoza.
Uma senhora
de 80 anos, que vive no local há cinco, diz que a maior atração
da vida no recanto é a língua. Aqui é bom,
porque posso usar o japonês e tenho amigas japonesas, afirma.
Ela estava fazendo um bolinho feito de origami na sala de trabalho. Este
é para vender na festa. Aqui, temos muitas coisas para fazer.
Para ela, o
frio de Campos de Jordão não é preocupante. Quando
cheguei aqui, sofri um pouco por causa do frio, mas já me acostumei
diz, sem parar seu trabalho.
(*Colaborou
Andreano Takahashi/NB)
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