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alimento passou a
ser mais aceito do que há 17, 18 anos |
(Texto: Kunihiro
Otsuka/ipcdigital.com | Fotos: Divulgação e Kunihiro Otsuka/ipcdigital.com)
Um dos pratos
básicos da culinária japonesa caseira, o missoshiru (sopa
de pasta de soja), é sinônimo do sabor da comida da mamãe
no país. A combinação clássica do café-da-manhã
tradicional, arroz e essa sopa, tem cedido espaço para o pão
na mesa dos lares japoneses. Mas, em compensação, o missoshiru
está ganhando destaque como um prato principal em restaurantes.
A casa especializada
em missoshiru Misogen foi inaugurada em outubro de 2005, dentro da loja
de departamentos Tobu Metropolitan Plaza, em Ikebukuro (Tokyo). O cardápio
é bem simples. Oferece quatro tipos de sopa que variam a cada estação
do ano. É uma casa pequena com apenas nove cadeiras no balcão,
mas que recebe de 100 a 130 clientes por dia.
Além
da variedade de ingredientes, os clientes podem escolher o tipo de missô
desejado entre as quatro opções, que podem, inclusive, ser
misturadas. Procuramos criar combinações originais
de ingredientes para oferecer um sabor diferente do missoshiru que se
come em casa, afirma a gerente Mariko Kashiwazaki. Outro diferencial
é o caldo feito com dois tipos de peixe seco defumado (katsuo e
iriko) e alga (konbu). As sopas são preparadas na hora, em minutos,
à base desse caldo com os ingredientes e missô escolhidos
pelo cliente. Em setembro do ano passado, a casa ganhou o segundo ponto
em Kawasaki (Kanagawa).
Para
acompanhar bebida

Atenção:
na Misogen, sopa
é feita na hora, diante do cliente |
O bar Ichido,
inaugurado em dezembro no bairro de Minami Azabu, em Tóquio, oferece
um cardápio com cerca de 15 tipos de sopas feitas com missô
e ingredientes característicos de várias regiões
do Japão. Servir missoshiru junto com bebidas não foi uma
idéia inédita dessa casa. A empresa Masterpiece, que mantém
uma rede de bares, foi a pioneira nesse ramo, ao abrir o primeiro ponto
de Misoshiruya em Hibiya (Tokyo) em 2003. Trata-se de um izakaya (bar
em estilo japonês) onde os clientes podem saborear o missoshiru,
além de outros petiscos. A segunda casa desse estilo deve ser inaugurada
em maio em Shinsaibashi (Osaka).
A empresa criou
também um restaurante com o mesmo nome em Akihabara (Tóquio)
no ano passado. A casa serve pratos feitos (teishoku) com cinco opções
de sopa que variam diariamente. No cardápio, sempre colocamos
pelo menos um missoshiru exótico, por exemplo, com manteiga, ou
com queijo, diz o diretor da Masterpiece, Takuya Hoshino.
Esse novo hábito
de comer missoshiru na rua é visto como um fator positivo pelos
produtores de missô. As pessoas passaram a fazer refeição
fora de casa com mais freqüência e, hoje, há mais opções
de comidas. Essa mudança causou a redução do consumo
de arroz, mas a produção de missô até que não
caiu tanto, explica Osamu Takanashi, diretor-geral do Grupo de Promoção
de Missô. Isso é um sinal de que os japoneses não
perderam o costume de comer missoshiru, afirma.
A imagem de
missô melhorou em comparação a 17, 18 anos atrás,
quando era apontado como um alimento altamente salgado e que poderia fazer
mal. Agora, as pessoas reconhecem as qualidades do missô,
que ajuda a reduzir o colesterol e prevenir o envelhecimento do organismo,
frisa.
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É
uma pasta feita a partir da fermentação de soja e sal, com
(ou sem) kooji (fermento) de arroz ou de cevada. Além do misoshiru,
o missô é bastante usado como tempero na culinária
japonesa. Há mais de mil variedades em todo o país, que
podem ser divididas pela cor, sabor ou tipo de fermento utilizado.
O chamado shiromiso,
por exemplo, é o tipo branco, popular na região Kansai.
O akamiso tem aparência mais escura e é muito consumido em
Aichi.
5,9 VEZES
POR SEMANA
É a freqüência média com que as mulheres japonesas
tomam missoshiru por semana, de acordo com a pesquisa feita pelo Grupo
de Promoção de Missô em 2005, com cerca de mil trabalhadoras
na faixa de 20 a 40 anos. A pesquisa mostrou também que é
uma minoria que come arroz e missoshiru de manhã. Em média,
elas tomam essa sopa apenas 1,2 vez por semana, de manhã. Mas quase
todas (95,4%) responderam que gostam da iguaria.
86,6%
PREFEREM TOFU
O ingrediente preferido do missoshiru é outro derivado de soja.
O tofu (queijo de soja) foi citado por 86,6% das mulheres que participaram
da mesma pesquisa. A alga wakame foi o segundo ingrediente mais votado
(84%).Esses dois formam uma combinação clássica nas
receitas de missoshiru. Em terceiro lugar, ficou mais um alimento à
base de soja, o aburaage (fatia fina de tofu frita) com 71,7% dos votos.
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