
A Casa de Cultura Japonesa abriga o Centro de Estudos Japoneses da
USP e a Biblioteca Teiiti Suzuki |
(Texto: Marisa
Yonemura Bravo* e Fotos: Arquivo/Cejap)
Você
sabe o que é produzido em um núcleo de estudos japoneses?
No que consistem os trabalhos acadêmicos? Eles estão disponíveis
a qualquer interessado em saber mais sobre o Japão?
Para responder
a essas perguntas, é necessário muita pesquisa. Hoje, no
Brasil, um volume considerável de material sobre o país
do sol nascente é produzido em ritmo constante. Núcleos
organizados para estudos orientais em universidades garantem a formação
de profissionais especializados e também a alta qualidade de estudos
acadêmicos sobre os países do outro lado do mundo. Nesta
edição, o Zashi preparou um levantamento completo para você
saber onde estão esses núcleos, o que eles produzem, e onde
estão as bibliotecas que disponibilizam obras relacionadas ao Japão.
Agora, é só ler, descobrir onde está a unidade mais
próxima de você e escolher a sua próxima leitura.
Núcleos
de estudos: objetivos
Os centros
de estudos devem promover congressos, encontros, sessões de palestras,
intercâmbios acadêmicos e atividades gerais relacionadas à
difusão intelectual de sua produção. Eles devem desenvolver
pesquisas em língua, literatura e cultura japonesa, voltados à
formação de uma crescente crítica cultural,
afirma Madalena Natsuko Hashimoto Cordaro, vice-diretora do Centro de
Estudos Japoneses da Universidade de São Paulo e docente da FFLCH-USP.
Hoje, o Cejap
está empenhado em fortalecer os laços com instituições
japonesas manter convênios com as universidades de Sophia, Kanagawa,
Soka, Keio e Quioto. Além dos contatos diretos para pesquisa com
as faculdades de Quioto, Tóquio, Hiroshima, Sapporo e o Centro
Internacional para Estudos Japoneses.

Fachada do NECJ (acima), e a biblioteca J.H. Matsumoto, da ACBJ
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A existência
de uma referência da cultura japonesa numa universidade brasileira
facilita a abordagem acadêmica sobre seus aspectos culturais. O
núcleo japonês deve fomentar a compreensão da cultura,
não apenas pela forma tradicional conhecida como ikebana, origami,
cerimônia do chá, etc., mas pela abordagem abrangendo aspectos
ideológicos e comportamentais na essência das artes tradicionais,
diz Maria Fusako Tomimatsu, coordenadora do Núcleo de Estudos da
Cultura Japonesa (NECJ) da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Firmar
intercâmbio acadêmico e cultural com universidades japonesas,
para que o público tenha acesso às faces da história,
política, economia e da manifestação artística
é a nossa meta. O NECJ mantém convênio com as universidades
de Meio, Nago e Okinawa; além de Hyogo, Himeji e de Kobe
diz Maria Fusako.
Conhecer
o Oriente
Coordenado
pela professora Christine Greiner, o Centro de Estudos Orientais da PUC
de São Paulo vem se diversificando e intensificando seus estudos
na tradução da arte como expressão corporal. O
CEO tem como referência as hibridações entre a arte
japonesa e a ocidental. Hoje, estudamos as questões de representação
e diálogos culturais. Temos feito pesquisas de interculturalidade,
observando a influência japonesa no Ocidente, explica Christine.
Lytton Leite
Guimarães, coordenador e pesquisador sênior do Instituto
de Relações Internacionais e coordenador do Núcleo
de Estudos Asiáticos da Universidade de Brasília (Neásia),
explica: O Neásia complementa as atividades dos departamentos
e de outras unidades acadêmicas da UnB e procura, ao mesmo tempo,
relacionar a Universidade com a sociedade, na oportunidade de um contato
mais estreito com a comunidade e seus problemas.
(*Especial
para o Zashi)
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Aproveitando
o material didático ou de pesquisa, as universidades brasileiras
que têm departamentos de língua japonesa, ou centros de estudos
mantêm uma biblioteca com obras específicas com o Japão
como assunto. Trata-se de acervos de conteúdo nacional e estrangeiro,
obras originais ou traduzidas, jornais, revistas, material áudiovisual,
entre outros. A Biblioteca Teiiti Suzuki da Casa da Cultura Japonesa da
USP é, hoje, a maior da América Latina em acervo de estudos
japoneses e a Biblioteca do Museu Histórico da Imigração
Japonesa foi fundada logo após a Segunda Guerra Mundial.
Com o avanço
da informática, difundiram-se também as bibliotecas digitais
ou eletrônicas, que permitem buscas de livros em japonês.
Algumas delas são a Biblioteca da Fundação Japão
(www.jpf.go.jp), a
Biblioteca do Centro Cultural de São Paulo da Fundação
Japão (www.fjsp.org.br)
e a Biblioteca João Hideo Matsumoto da Aliança Cultural
Brasil-Japão (www.acbj.com.br).
Para mais informações sobre as bibliotecas universitárias,
é só entrar em contato com os respectivos centros de estudos
(veja quadro).
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