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Do
Japão para o Brasil
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Os
alimentos tipicamente orientais que estão em nosso cotidiano
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(Colaboração:
Andreano Takahashi/NB | Fotos: Divulgação)
A culinária
tipicamente japonesa está entre uma das mais ricas, saudáveis
e revitalizantes do mundo. Os pratos possuem combinações
balanceadas, com nutrientes bem distri-buídos e, além de
tudo, muito saborosos.
Se não
bastasse tudo isso, esses alimentos são ricos em substâncias
que previnem resfriados, auxiliam na digestão e até previnem
o câncer. Não é à toa que os japoneses e os
orientais, em geral, alcançam idades avan-çadas com muita
energia e disposição. O Zashi traz, nesta edição,
alguns dos alimentos mais importantes presentes nas casas japonesas e
que estão também aqui no Brasil.
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Daikon
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O
daikon (nabo) é consumido há muitos anos e foi trazido ao
Japão pela China por volta do ano 710. Sua função
é aguçar o paladar, melhorar a digestão, prevenir
contra o câncer. Além disso, é bom para tosse, e suas
folhas são usadas na prevenção da osteoporose e no
combate à anemia.
Na hora de comprar, escolha o que seja pesado, tenha um maior número
de folhas com tom de verde bem forte e que esteja com a raiz bem branca.
É ingrediente do prato oden.
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Hakusai
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De
origem chinesa, as primeiras plantações de hakusai (acelga)
surgiram no Japão por volta de 1910, transformando essa verdura
em algo muito popular no Japão. Na hora de comprar, escolha a mais
pesada e com folhas bem enroladas ao todo. Melhor época: inverno.
É ingrediente dos pratos nabe e tsukemono.
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Nira
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Proveniente
das cozinhas chinesa e coreana. No início, o nira (alho-poró)
era uma verdura de uso particular dos trabalhadores e, após a guerra,
caiu no gosto popular. Função: fortificante, auxilia as
funções do intestino, abre o apetite, ajuda na digestão
e previne o câncer. Na hora de comprar, escolha folhas com boa aparência,
de tom verde forte e bem largas. É ingrediente do guioza e feito
levemente passado ao fogo.
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Horenso
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Mais
uma verdura asiática que entrou ao Japão via China. Função:
previne a gripe, o cansaço físico e o câncer. Na hora
de comprar, escolha folhas bem-feitas e com seu verde forte.
É ingrediente de saladas e do sukiyaki
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Kyuuri
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O
pepino japonês. Chegou ao Japão via China, no século
IX, mas só ganhou notoriedade na Era Edo. Função:
abre o apetite, antifebril, diminui o inchaço e previne a azia.
Comparado com outros tipos, o pepino japonês tem pele fina e crocante.
Na hora de comprar, escolha os mais finos e com a pele sem manchas ou
imperfeições. É ingrediente de saladas e do tsukemono.
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Chingensai
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Uma
das verduras chinesas mais populares do Japão que chegou na década
de 70, após um tratado de amizade entre os dois países.
Função: prevenção contra a gripe, a arteriosclerose,
entre outros. Na hora de comprar, escolha o mais fresco e de melhor aspecto.
É aproveitada na cozinha levemente passada ao fogo.
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Negi
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O
negi é conhecido como cheiro-verde. Sua função é
aguçar o paladar, auxiliar na digestão, como fortificante,
entre outras funções. Ao comprar, as folhas devem ter um
verde forte. É ingrediente do missoshiru, udon, soba, entre outros
pratos.
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Shungiku
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Espécie
de crisântemo, cuja origem é o Mar Mediterrâneo. Entrou
no Japão via China e é consumida pelo oeste asiático.
Na Europa, é planta ornamental. Função: previne a
pressão alta, o câncer, entre outras doenças. Ao comprar,
escolha folhas de tom verde bem forte. É ingrediente de pratos
como aemono e consumida com shoyu ou missô.
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Shiso
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Verdura
de origem chinesa. Para a alimentação, utiliza-se o shiso
verde e o shiso vermelho. Ao comprar, escolhas folhas bem-feitas e com
as cores definidas. O shiso verde é guarnição de
sashimi e tempurá. O shiso vermelho dá cor ao umeboshi e
também em especiarias e como furikake.
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Kabocha
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Veio
do Camboja por volta do século XII. Função: previne
gripes, câncer e cansaço físico. A abóbora
japonesa é mais resistente ao cozimento do que a americana. Na
hora de comprar, veja sempre a mais pesada. É ingrediente do tempurá
ou nimono (cozido).
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Moyashi
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É
conhecido como broto de feijão. Existem três tipos de moyashi.
O mais conhecido é o broto de feijão, que entrou no mercado
no final da década de 1980.
Ao comprar, os brotos devem estar vistosos e com sua cor uniforme. É
feito levemente passado ao fogo, ou acompanhado de outros legumes.
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