|
Zashi
- Você sempre esteve envolvido em musicais. O que o fez se interessar
por esse gênero?
Marcos - Eu comecei como bailarino, mas sempre achei que faltava alguma
coisa. Trabalhei no musical Splish Splash e, como sempre gostei de desafios,
foi nesse gênero que mais me identifiquei.
Zashi -
Atualmente, você atua no musical Miss Saigon, uma obra com grandes
influências orientais. Você já participou de outras
montagens ligadas ao Oriente? Como está sendo essa experiência?
Marcos
-
Não. Miss Saigon é o primeiro musical oriental em que eu
trabalho. E é um espetáculo lindo, muito gostoso de fazer.
Eu já conhecia a obra e sempre tive vontade de interpretar exatamente
o Engenheiro. E tive a oportunidade, até porque temos muitas características
parecidas. Sou mestiço, tenho mais ou menos a idade do personagem
e tem sido bastante divertido.
Zashi -
Você acredita que os musicais estão ganhando mais espaço
no Brasil? Por quê?
Marcos - O povo brasileiro é musical por natureza. A gente
gosta de tudo que é ligado à música. A entrada da
CIE no Brasil abriu mais espaço para o gênero, mas ainda
temos muito o que aprender.
Zashi
- Considerando suas atuações em musicais, qual você
considera a sua melhor participação? Por quê?
Marcos - É bem difícil dizer. Eu faço personagens
bem diferentes a cada espetáculo. Já fiz um padre e hoje
faço um cafetão. O Engenheiro, de Miss Saigon, com certeza
é um presente, já que completei 20 anos de carreira em musicais
em 2007. Mas um personagem que foi muito especial foi em Les Misérables.
Eu venho da comédia e o Jean Valjean era um personagem denso, o
espetáculo é um drama, então tive que me dedicar
bastante.
Zashi -
Existe algum espetáculo no qual você gostaria de atuar, mas
que ainda não teve a oportunidade?
Marcos - Um espetáculo no qual gostaria de trabalhar é
A Pequena Loja de Horrores, sobre uma planta carnívora extraterrestre
que muda a vida do botânico Seymour e de todos em sua pacata cidade.
É bem divertido.
Zashi
- O fato de você possuir descendência japonesa auxilia, atrapalha
ou é indiferente na hora de uma seleção?
Marcos - Antigamente, atrapalhava, agora não mais. Já
interpretei até um francês... inclusive, o Fabio Yoshihara,
que trabalha comigo em Miss Saigon, é japonês e também
fez um francês em Les Misérables.
Zashi -
Você já tem outros planos para depois de Miss Saigon? Quais
são eles?
Marcos - Tenho o projeto de abrir uma escola especificamente para
musicais. Temos excelentes escolas de dança, de canto, de interpretação,
mas não temos uma voltada só para musicais. Estou nesse
projeto em parceria com uma empresa de Curitiba, a RTM, que vai dar todo
o suporte administrativo, e devemos lançar a novidade no próximo
ano.
|