Nippo-Brasil
- Quando você soube que tinha sido selecionada para o BBB e
quais propostas dispensou nesse período?
Yumi
- Tive
a notícia de que era uma das selecionadas no dia 9 de dezembro. Praticamente
dois meses depois de ter enviado a fita. Você passa por todo aquele
processo de seleção, exames, entrevistas com os jurados da
Globo. Aí você vai lá e não sabe realmente se
vai entrar ou não. Porque hoje, aqui fora eu sei, que pelo que eu
passei, apesar de ser 500 mil inscritos, apenas 100 foram selecionados para
fazer a entrevista e, desses 100, foram escolhidos 16 participantes e eu
estava entre eles. Eu tinha proposta de fazer uma revista masculina com
a minha irmã. Já estavamos há três meses negociando
a revista. Quando eu soube que ia entrar na casa, resolvi deixar para depois
e tive que abandonar o projeto. Não só isso. Eu tive uma proposta
de apresentar um programa aqui e no Japão. Resolvi deixar tudo isso
para depois porque o BBB é uma grande vitrine.
NB
- Você comentou sobre uma proposta de apresentar um programa no
Japão. Como era esse programa?
Yumi - Eu
tive a proposta, mas não chegamos a discutir sobre o que seria
o programa. Aqui no Brasil, eu sei que era um programa de fofoca. Iria
falar muito da vida dos outros e eu já não gosto muito disso.
Então, pesou bastante para optar pelo outro lado.
NB - Você
assistiu o primeiro dia do BBB? Como se sentiu?
Yumi -
Assisti sim. Fiquei muito aliviada. Fiquei surpresa porque teve logo de
cara o primeiro eliminado, o Fernando. E me chateou muito. Imagina ele
passou por tudo o que eu passei. Eu sei o que ele está sentindo
e eu acho que ele foi eliminado de uma maneira muito fria, na frente do
público, aquilo foi para o ar. Deve estar sendo difícil
para ele lidar com isso. Mas para mim está tranquilo. Estou recebendo
muito carinho das pessoas. Realmente não tenho do que me queixar.
Não estou aqui pra condenar nem a Globo, nem o SBT. Não
cabe a mim, como já falei. Acho que cabe ao público julgar
se foi certo ou errado a minha eliminação
NB - Enquanto
estava no hotel você teve contato com os outros participantes? Está
torcendo por algum BBB?
Yumi
-
Não. São 16 participantes no mesmo hotel. Um em cada andar.
Ninguém fala com ninguém, ninguém vê ninguém.
Eu estava torcendo para o Fernando, mas com a saída dele eu fico
com o Airton. Eu acho que deu pra ver que ele é um candidato que
vai jogar limpo.
NB - Apesar
de não ter ficado na casa, você conquistou muitos fãs
e vem sendo bem requisitada pela imprensa. Como está sendo essa
fase de celebridade?
Yumi
-
É complicado porque estava confinada. Estou fora agora. As pessoas
estão me dando muito apoio e incentivo. A única coisa que
tirei disso tudo é o carinho das pessoas.
NB
- Quais são seus planos a curto e longo prazo?
Yumi
-
A curto prazo é meio precipitado dizer. A longo prazo quero um
programa de TV e estou estudando para isso. Já tive convites.
NB - Já
trabalhou no Japão?
Yumi
-
Sim. Eu morei com minha irmã sete anos. Fui modelo publicitária.
NB - O que
mais aprecia na cultura japonesa?
Yumi
-
Nossa, aprecio tudo! Sou suspeita, morei tantos anos lá. Eu gosto
muito. Como a gente fala yakuso. O japonês quando dá
a palavra ele dá mesmo. E aqui no Brasil a gente não vê
muito isso. Você fala uma coisa hoje, amanhã você volta
e fala outra. O japonês leva isso muito a sério, pelo menos
no Japão é assim, eu morei lá, posso falar.
NB - E na
culinária?
Yumi
- Gosto de tanta coisa. Eu gosto muito de peixe, então eu gosto
muito de sashimi. O japonês come muito gohan, não
sou muito fã. Mas eu amo tudo que é feito com peixe. Adoro
tudo. É difícil falar um prato só. Eu adoro. Logo
de cara, quando cheguei no Japão, eu me identifiquei porque comia
de tudo. No Japão, gosto muito do sukiyaki. Aqui no Brasil,
tudo que é feito é ocidentalizado, é gostoso, mas
tem coisas que no Japão, tipo peixe, é muito mais gostoso,
nem dá pra comparar
NB - No
seu orkut tem uma foto sua com quimono. Você gosta dessa vestimenta
ou foi apenas para fotografar?
Yumi
- Adoro.
A primeira vez que usei foi no sensuki. Você completa 21 anos, a
maioridade, aí você tem que se vestir assim. É um
pouco sufocante a roupa, mas é gostoso, eu gosto muito.
NJ - Quando
foi a primeira vez que você foi ao Japão? O que achou e acha
do país?
Yumi -
Estava com 18 anos. É incrível. Quando cheguei lá,
falei: "nossa, eu tenho sangue na veia, não é possível".
Eu cheguei ali, parecia que eu tinha nascido naquela terra, eu adorava
tudo. Eu abracei o Japão como minha segunda casa. E foi realmente
por sete anos, não sei explicar, foi tudo natural.
NB - Quando
chegou no Japão você já sabia falar japonês?
Como aprendeu?
Yumi
-
Quando eu cheguei, não sabia nada. Só os cumprimentos. Você
aprende mesmo quando chega lá e vê que eles falam japonês
24 horas por dia. Na minha agência, por exemplo, não tinha
um brasileiro. Então, ou você se comunicava em inglês
ou você ficava sem falar. A gente foi aprendendo com a convivência
com os japoneses. E foi muito legal eu que não sabia nada, voltei
e trabalho até como tradutora.

Vídeo 4:
Último Recado: Yumi
150Kb ou 52Kb
Duração: 0m57s
|
NB - Você
mencionou em uma entrevista que gostaria de apresentar um programa e que
iria fazer aulas de interpretações. Você acha que
a mídia brasileira está com uma abertura maior para artistas
nikkeis?
Yumi
-
Eu acho que na verdade sempre esteve aberta. Mas acho que faltam candidatos
e atrizes. Tem uma ou duas, atores também. O mercado é muito
escasso. Acho que está faltando a comunidade se motivar a fazer
curso de teatro, interpretação, que o mercado procura bastante
NB - O que
seus fãs podem esperar de você daqui para frente?
Yumi
- Comecei
estudar agora interpretação voltada para apresentação
porque eu não tenho a menor vocação para atriz. Eu
gosto de ser eu mesma em frente às câmeras, falar como eu
sou e acho que o público pode esperar isso. Não se surpreendam
se me verem em alguma emissora. Já recebi convites e estou estudando
as propostas. Acho que os fãs podem esperar por isso.
|