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Caderno
Entrevista
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Ken
Yamazato O engenheiro de pipas
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Aos
66 anos de idade, ele está no Guinness Book como o recordista brasileiro
de maior quantidade de pipas em uma única linha e pretende conquistar
o recorde mundial em 2006
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Tapete Mágico 4: pipa tem área
equivalente a 80 carros populares, apresentada
em Maringá, em 2003
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Guiness Book 98: foram 242 pipas enfileiradas em uma só linha
que deram o recorde a Ken
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Ken: se preparando para bater mais um recorde este ano, com o Tapete
Mágico 6
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(Texto: Juliana
Tieko Octavini/NB | Fotos: Divulgação)
É um
pássaro? É um avião? Não. É o papagaio
de Ken Yamazato que, todas as vezes que sobrevoa o céu, arranca
suspiros e causa a admiração de todos.
Também
não é para menos. O engenheiro de pipas
como foi apelidado é conhecido nacionalmente por seus papagaios
gigantescos e coloridos; facetas de dar inveja a qualquer garoto.
Aos 66 anos
de idade, Ken está na edição brasileira do Guinness
Book 98 como o recordista na categoria Maior Trem de Pipas (maior quantidade
em uma só linha). O título foi conquistado em 1997, no Guarujá,
em São Paulo, onde Ken colocou no ar 242 pipas de uma só
vez.
E suas façanhas
não acabam por aí. No ano seguinte, ele bateu seu último
recorde nesta categoria, quando colocou 3.344 papagaios em uma única
linha. Em 2003, o engenheiro empinou uma pipa de 481 metros quadrados
de área, chegando ao 3º lugar no ranking mundial de maior
pipa empinada em área projetada.
E ele não
pretende parar tão cedo. Este ano, Yamazato quer bater o recorde
mundial, superando o atual recordista Peter Lynn, da Nova Zelândia,
que colocou no ar uma pipa de 640 metros quadrados, em setembro de 1997.
Ainda não tenho a metragem definitiva do Tapete Mágico
nº 6, com o qual pretendo desafiar o recordista mundial, mas deverá
ser em torno de 720 metros quadrados de área, equivalente à
de 120 carros populares, afirma Yamazato.
A data e o
local da tentativa ainda não estão definidos, mas deverá
ocorrer em julho, agostou ou setembro.
Formado em
Engenharia Mecânica e de Segurança do Trabalho pela Faculdade
de Engenharia Industrial (FEI), de São Paulo, e pela Faculdade
de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP),
Ken abandonou a profissão para aliar o útil
ao agradável. Resolveu se dedicar à brincadeira
literalmente falando de que tanto gostava quando criança
para ensinar a geração do videogame a praticar atividades
mais criativas e saudáveis, aliando tudo à educação.
Em setembro
de 2005, lançou seu primeiro livro, Engenheiro de Pipas
O invasor dos ares, pela Paulos Editora, no qual conta sua trajetória
e dá dicas para quem quer pôr no ar um papagaio gigante.
Livro e encomendas podem ser solicitados pelo tel.: (11) 5687-3901, ou
pelo site www.pipamodelismo.com.br
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Centopéia
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Okame
Dako
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Samurai
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Leque
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Moinho
de Vento
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Dançarina
de Awa Odori
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Painéis
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Nave
Espacial
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História
das pipas
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Estima-se que
a primeira pipa do mundo tenha surgido na China, há cerca de 200
anos a.C., criada por um general chamado Han Hsin, com o objetivo de medir
a distância de um túnel a ser escavado no castelo imperial.
Com o passar do tempo, estas pipas logo que surgiram eram utilizadas
para fins militares tornaram-se uma arte popular naquele país.
Aos poucos, foram levadas para países vizinhos como Japão
e Coréia. No Japão, em meados do século XI, relatos
indicam que as pipas eram empregadas pelos militares para levar mensagens
secretas para aliados. Naquele país, os papagaios adquiriram um
forte significado religioso e ritualístico, como, por exemplo,
no Dia do Menino comemorado, tradicionalmente, no dia 5 de maio,
no formato de koinobori (enormes carpas coloridas de pano que são
hasteadas para simbolizar criaturas fortes e perseverantes).
No Brasil,
estima-se que as pipas tenham chegado pelas mãos dos portugueses
na época da colonização. Hoje, elas são conhecidas
por diversos nomes, dependendo da região do País: arraia
(Bahia), cafifa e pipa (Rio de Janeiro), papagaio e pipa (São Paulo),
pandorga (Rio Grande do Sul e Santa Catarina), quadrado, tapioca, balde
(Nordeste) e maranhão (Maranhão).
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Dicas
de Ken Yamazato para empinar pipas e brincar com segurança
Procure sempre um local amplo, como praias, várzeas de lagos e
rios, campos e pastos, longe de obstáculos como rede elétrica,
edificações, árvores, etc.
Escolhido o local, é preciso ainda que haja vento sem chuva, na
faixa de velocidade entre 5 km/h e 20 km/h. Se o vento for insuficiente,
é preciso compensar a velocidade, correndo no sentido contrário
ao do vento. A brisa do mar num dia normal e ensolarado é ideal
para a prática do pipamodelismo.
Peça a um amigo para segurar o papagaio na posição
vertical, com a frente voltada contra o vento, desenrole cerca de 15 metros
de linha e, esticando-a, dê um puxão. A tendência do
papagaio é subir rapidamente alguns metros. Dando um pouco mais
de linha, o papagaio deverá cair um pouco e afastar-se de você.
Repetindo a operação várias vezes e com algumas tentativas,
logo o papagaio estará bem alto, onde o vento é mais forte
e regular.
É preciso ter espírito de curiosidade, variando a inclinação
do tirante, a curvatura da vareta horizontal, o comprimento da cauda,
etc. e analisar paulatinamente os resultados.
Empine papagaios em local amplo, livre dos fios de eletricidade e longe
de ruas movimentadas.
Não tente desenroscar papagaios dos fios de eletricidade. Há
risco de choque elétrico que pode ferir gravemente e até
matar.
Solte papagaios com linhas comuns, de algodão ou náilon.
As linhas metálicas são perigosas. Não as utilize.
Não use cerol (linha cortante), pois ele causa graves acidentes,
muitos deles fatais.
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