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Caderno Cultura-Tradicional

Gatebol
O gatebol é muitas vezes comparado ao croquet, jogo relativamente popular na Inglaterra. Mas, mesmo tendo sido inspirado no jogo inglês, o gatebol possui suas particularidades.

Apesar de conhecido como “esporte para idosos”, o gatebol vem ganhando popularidade entre os jovens

(Fotos: Divulgação)

As regras e os equipamentos do gatebol são simples. Necessita-se de tacos (stick), arcos (gate), pino central (goal pole) e dez bolas numeradas.

Precisa-se também de, no mínimo, dez jogadores para se realizar uma partida. Os jogadores são divididos em duas equipes de cinco jogadores: a vermelha e a branca. A equipe vermelha fica com as bolas ímpares e a branca fica com as bolas pares.

As equipes jogam alternadamente com o objetivo de passar as bolas por três gates e acertar o goal pole. Vence quem obter a maior pontuação no final da partida, que tem a duração de 30 minutos.

A partida é supervisionada por dois juízes, um principal e um auxiliar. Cada equipe tem um capitão e, em partidas oficiais, um técnico. A marcação oficial da pontuação da partida fica sob a responsabilidade do anotador.

O gatebol é praticado em um campo retangular que pode ser feito de qualquer superfície plana, sendo mais comum campos feitos de terra batida, cascalho, grama sintética ou natural. Esse pode ter dimensões que variam de 20 a 25 metros de um lado e 15 a 20 metros do outro. Curiosamente, no gatebol, é obrigatório o uso de boné para a prática do esporte.

História

Ogatebol foi criado em 1947 por Eiji Suzuki, na província de Hokkaido, no norte do Japão. Ao ver o país abalado pela derrota na Segunda Guerra Mundial, Suzuki decidiu criar uma brincadeira divertida para as crianças.

Inspirando-se no croquet, ele criou as regras do gatebol. Com o passar do tempo o gatebol passou a ganhar popularidade entre os idosos e, na década de 80, espalhou-se por todo o Japão e pelo mundo.

No Brasil, o gatebol chegou em 1978. Matsumi Kuroki, durante uma visita ao Japão, conheceu o jogo e trouxe-o para o Brasil. Em 1979, realizou-se a primeira partida em equipe no Brasil, na Associação de Jovens de Fukuhaku. Em 1981 foi realizado o primeiro torneio do esporte no Brasil, promovido pelo Clube de Anciões Hakuju-kai. No ano seguinte foi construído o primeiro campo na cidade de São Paulo e, de lá para cá, o número de adeptos vem crescendo.

Hoje, o gatebol está espalhado por todo Brasil e pode ser visto também em cidades do interior de São Paulo e também, nos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Pará.

Renovação

O gatebol vem sendo praticado predominantemente por idosos, mas nos últimos anos o número de jovens vem crescendo, o que pode significar a perpetuação desse esporte genuinamente nipônico para as gerações futuras.

Vocabulário do jogo de gatebol

Agari - conclusão da participação de uma bola na partida
Dasha -
batedor
Fukushin –
árbitro auxiliar
Hansoku –
falta; infração
Jikyû –
bola própria
Kantoku -
técnico
Kiroku Hyô –
folha de registro
Kirokuin -
anotador
Shushin –
árbitro principal
Shushô -
capitão
Taiki area –
área de espera
Takyû –
bola de outros jogadores
Tsûka
passagem da bola pelo gate


Colaborador: José Carvalho Vanzelli
Revisão: Profa. Dra. Luiza Nana Yoshida
Crédito: Bolsistas de Toyama 2005/2006, curso de Língua e Literatura Japonesa (FFLCH/USP). Coordenação: Koichi Mori.
Assessoria técnica: Patrícia Izumi. Centro de Estudos Japoneses/USP.
Tel.: (11) 3091-2426 (secretaria)/3091-2423 (biblioteca).
Site: www.fflch.usp.br/dlo/cejap

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