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(Fotos: Lart
zen: peintures et calligraphies des moines japonais 1600-1925/CEJ-USP)
Furu-ike
ya
Nari yara ponto
Tobinkonda
(Uma
lagoa antiga
E alguma coisa que... ploft!
Mergulhou.)
A rã e as plantas, de Sengai (17501838).
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Zenga é
o nome dado pelos japoneses à pintura e à caligrafia produzidas
pelos monges do zen-budismo, no Japão, a partir do século
XVII. Trata- se, por um lado, de um caminho para a iluminação
(satori). Por outro, é uma arte que tem como principal característica
a profunda simplicidade. O zenga é, de fato, uma arte rude e espontânea
muitas vezes, irreverente até. Tem por objeto, na pintura,
os próprios mestres zen, grandes modelos do passado e elementos
da natureza (como animais e plantas); já na caligrafia, poemas
e adivinhações zen são seu objeto, os quais adquirem
singularidade a partir da combinação dos estilos de caligrafia
com a maneira pessoal dos autores de compor os caracteres.
O zenga, apesar
de ter se desenvolvido no Japão somente a partir do século
XVII, possui uma história que remete, na realidade, a mais de mil
anos atrás. Isso porque os mestres zen da China, nessa época,
já recorriam à pintura como um meio para atingir a iluminação
deles próprios e de seus discípulos. Com o uso de
pincel e tinta, a intensidade espiritual de um mestre zen torna-se palpável,
podendo-se considerar o zenga uma manifestação exterior
da via interior dos monges zen.
No Japão,
o desenvolvimento do zenga está relacionado, sim, à introdução
do zenbudismo no país (século XIII). Porém, vincula-se,
sobretudo, às mudanças sociais ocorridas no Japão
após a Era Azuchi-Momoyama (15681600) Era Edo em diante
, isto é: inserção do neoconfucionismo; fechamento
do país para o exterior; crescimento da economia mercantil; enfraquecimento
das crenças religiosas; posterior abertura do Japão ao exterior.
O zenga foi a resposta encontrada pelos monges zen para, diante dessas
mudanças, divulgar o zenbudismo para o grande público
eles acreditavam que talvez a pintura e a caligrafia pudessem ter um impacto
mais direto sobre as pessoas do que os sermões e as cerimônias
religiosas.
Nomes importantes
na história do zenga foram: Takuan Sôhô (15731645),
monge chefe do templo Daitoku-ji e mestre dos principais expoentes do
zenga de seu tempo; Hakuin Ekaku (1685 1769), responsável
pela introdução de novos personagens nas artes zen e por
conferir a temas familiares do zenga uma perspectiva nova; e Sengai Gibon
(1750 1838), cujas obras, possuidoras de um espírito alegre
e de um humor de desdém, tornaram-se as mais populares da história
do zen-budismo.
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