
Sôsaku
eisâ praticado no Brasil tem como objetivo reafirmar a condição
étnica okinawana e inserir-se no ambiente brasileiro
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(Fotos: Marcel
Uyeta)
O eisâ
exerce a mesma função que o minyô (música
folclórica) e o koten ongaku (música clássica com
uso de sanshin e koto), na medida em que une as gerações
de okinawanos na preservação de sua cultura e identidade.
Por ser a colônia mais distante da terra natal, os okinawanos do
Brasil procuram preservar aspectos culturais distintivos de sua origem.
Assim, tanto o clássico quanto o folclórico encontram seu
espaço representativo. O conjunto das artes tradicionais de Okinawa
reúne ainda, além das citadas acima, o buyô (dança)
e o Okinawa shibai (teatro okinawano).
Os imigrantes
que chegaram antes da Segunda Guerra Mundial usavam as artes tradicionais
de Okinawa apenas em festividades comunitárias, mas, com o pós-guerra
e o intercâmbio entre os okinawanos radicados no Brasil e os de
Okinawa, organizou-se o sistema de ensino e aprendizagem das artes tradicionais.
Na década
de 80, o professor Urasaki Naohide já ensinava taikô no estilo
Mitsufumi Ryûtaiko e, nos anos 90, iniciou as atividades da primeira
filial brasileira do grupo de sôsaku eisâ Ryukyu Koku Matsuri
Daiko, que, em 1993, na comemoração de 85 anos da imigração
japonesa no Brasil e dos 55 anos da fundação dos kenjinkai,
apresentou-se pela primeira vez no Brasil. Hoje, o professor Urasaki Naohide
lidera as filiais do Ryukyu Koku Matsuri Daiko (São Paulo, Guarulhos,
Campinas, Campo Grande e Brasília) e a professora Omine Hatsue
lidera as filiais do Requios Gueinou Doukoukai (São Paulo e Brasília).
Ambos os grupos se apresentam em diversos festivais culturais.
O sôsaku
eisâ surgiu no intuito de atrair os jovens a participar das atividades
artísticas da terra de origem e integra o conjunto de elementos
que pretende estabelecer um elo de identidade étnica transnacional
uchinânchu (okinawano). No caso específico do sôsaku
eisâ praticado no Brasil, suas apresentações públicas
em festividades da colônia okinawana e japonesa e em festividades
tipicamente brasileiras (como o carnaval) têm o objetivo de reafirmar
a condição étnica okinawana, ao mesmo tempo em que
se insere no ambiente brasileiro.
As danças
performáticas com o taikô do eisâ deixaram de ser apresentadas
apenas nas festividades de finados e se tornaram um grande espetáculo
distintivo da identidade okinawana ao redor do mundo.
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Ryukyu-
Koku Matsuri Daiko
no Brasil:
www.rkmd-brazil.com
no Brasil:
Okinawa Kenjinkai de Vila Carrão: Praça Haroldo Daltro,
279.
em Okinawa:
http://www.ryucom.ne.jp/users/m-taiko
Requios
Gueinou Doukoukai
* no Brasil:
Rua Fernão Albernaz, 380, São Paulo. Informações:
(11) 6651-4802, com a Profª. Hatsue Omine
* no Brasil:
Clube Cultural Nipo-Brasileiro, Brasília. Informações:
(61) 8122-2928 (Luiza), (61)9983-4518 (Antonio)
* em Okinawa:
http://www.requios.com/
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