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Não
importa a espécie, o que vale é o carinho entre o
dono e o animal
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(Texto: Erika
Horigoshi/NB | Foto:Divulgação)
Dividir os
alegres e os tristes momentos da vida com os animais de estimação
é algo que faz parte da realidade de um número cada vez
maior de pessoas. A expansão do chamado mercado pet
tem alavancado vendas de produtos para os bichinhos, estimulado a criação
de pet shops de luxo, além das já tão comuns lojas
desse segmento e também tem oferecido mais horizontes para os profissionais
de veterinária. Afinal, inúmeros estudos já comprovaram
que conviver com animais faz bem sobretudo para o coração.
Amor
incondicional
Depois da família
constituída, dos filhos crescidos, ou até na velhice solitária,
na viuvez sem filhos e netos, torna-se mais importante a presença
e a companhia de um animal de estimação, que é capaz
de suprir a atenção exigida nesses momentos.
| Companhia
de animais domésticos pode melhorar a qualidade de vida do
idoso, além de suprir a carência afetiva dessa etapa
da vida |
No Brasil,
os animais têm sido utilizados na prática de Terapia Assistida
por Animais (TAA). Por meio da convivência com animais, os
idosos conseguem colocar seus sentimentos para fora, explica a psicóloga
especialista em comportamento animal, Kátia Regina Aiello.
De acordo com
a veterinária Satie Uemura, a companhia de animais no ambiente
doméstico ou em sessões assistidas de TAA melhora a qualidade
de vida do idoso. Para os mais velhos, não há companhia
melhor do que a de um cão ou de um gato, exemplifica.
Raça
A psicóloga
Kátia Aiello afirma que um cão fortalece os vínculos
entre o idoso e a vida. A memória afetiva do idoso é
resgatada no processo de integração entre ele e o cão.
Além disso, esse animal é facilmente adestrável e
estão diretamente em contato com o ser humano, esclarece.
No
Brasil, a Terapia Assistida por Animais tem sido uma técnica
muito aplicada entre pacientes mais velhos
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Na opinião
da veterinária Satie Uemura, não é o animal ou a
raça que constitui fator determinante na qualidade de vida do idoso
que convive com os bichinhos. No fundo, não importa a raça
ou a espécie. O que vale é o contato, o amor e carinho que
se estabelece entre o idoso e o animal, argumenta. Entretanto, ela
sugere: Raças como o labrador, por exemplo, podem ser uma
interessante opção para os idosos. Vale lembrar que esse
tipo de cachorro é muito utilizado como cão-guia na condução
de cegos. É uma raça amistosa e companheira.
Projeto
Os idosos que
vivem em casas de repouso também podem contar com a alegre e bem-vinda
companhia dos animais. Uma alternativa fundada em 2000 é o Projeto
Cão do Idoso, que realiza visitas a entidades e promove a interação
entre os cães e os idosos.
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