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(Texto:
Erika Horigoshi/NB | Foto: Divulgação)
Com o corre-corre
da cidade e o ritmo estressante da vida nos grandes centros, é
comum ouvir que a adoção e a compra de animais de estimação
é uma alternativa cada vez mais procurada por aqueles que moram
sozinhos. Mesmo na fase adulta, a quantidade de pessoas que buscam suprir
a parte emocional de suas vidas com a companhia dos animais é cada
vez maior. Boa parte desses bichinhos chega a ficar longos períodos
sozinhos em casa, enquanto seus donos estão trabalhando. Entretanto,
uma questão muito importante não pode ser esquecida por
essas pessoas no momento de escolher o animal: que espécie é
a mais adequada para quem mora sozinho?
Escolha
cuidadosa
Para
pessoas que ficam longe de casa por mais de seis horas diárias,
não aconselho a opção por cães como animais
de estimação. O cão é um animal muito sociável
e necessita da presença do dono, que para ele é o seu líder,
explica a psicóloga especializada em comportamento animal, Kátia
Regina Aiello. Quando o chefe se ausenta por muito tempo,
é comum o cão ficar ansioso com o passar das horas, aguardando
sua chegada e não fazendo mais nada, ou roendo tudo o que encontra
pela frente, complementa.
Na opinião
da psicóloga, o gato seria mais recomendável para aqueles
que moram sozinhos, por serem animais mais independentes e não
necessitarem tanto da presença do ser humano. O ideal, nesses
casos, são dois gatos ou gatas castradas, para que um brinque com
o outro durante o dia, orienta Kátia.
Segundo ela,
a opção pelo cachorro é válida, se o proprietário
tiver condições de contratar um passeador para levar o animal
para passear diariamente por pelo menos duas horas. Outro fator
importante é que o passeador tenha referências de outros
clientes, além de entender de adestramento e socialização,
lembra a psicóloga.
Outras
espécies
A veterinária
Satie Uemura afirma que, para quem quer ir além de cães
e gatos no momento da escolha do animal, há outras alternativas.
Peixes e pássaros podem ser mantidos com ração,
água e higiene, explica. Quem opta por cães por questão
de afinidade, de acordo com ela, não pode esquecer que esse tipo
de animal requer maior interação. Passear e brincar
ao ar livre com o cão depois do trabalho, por exemplo, são
atividades indicadas, esclarece Satie.
Recomendações
Para a psicóloga
Kátia Aiello, é importante salientar que, independentemente
da escolha do animal, é preciso ter consciência de que ele
não deve servir de apoio emocional até que a fase
ruim passe. Quem ganha ou compra um animal tem que desejá-lo
muito e estar consciente de seus cuidados, alerta.
Já para
a veterinária Satie Uemura, o fator determinante para a escolha
do animal é o estilo de vida de seu proprietário. O
estilo de vida de cada pessoa deve servir como guia para a escolha de
um pet, conclui.
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