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(Texto: Erika
Horigoshi/NB | Foto: Reuters/Divulgação)
Ainda há
quem acredite que a velha e conhecida sarna acomete apenas
os cães de rua, que não têm acesso a boas condições
de higiene e ficam magros, perdem pêlos e adquirem aspecto repugnante.
No entanto, a sarna divide-se em mais de um tipo, atinge mais de uma espécie
animal, pode chegar a estágios graves e causar o óbito de
seu portador.
Sarna
negra e escabiose
Se os termos
lhe parecem assustadores, a intenção está correta.
Para lidar com a sarna, é preciso, no mínimo, cautela. A
sarna não é uma doença restrita a cães e gatos.
Ela acomete coelhos, raposas e também o homem, alerta a veterinária
da Clínica Vezzo, Daniela Casanova.
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Escabiose:
animais podem apresentar perda de pêlo e descamações
de pele
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Existem dois
tipos da doença que atacam animais: a sarna negra (ou demodécica)
e a escabiose. A demodécica acomete cães e, raramente,
gatos. É causada pelo aumento dos ácaros [Demodex canis]
presentes na pele do animal, fator provocado por baixa imunidade
explica Daniela. Segundo a veterinária, esse tipo de sarna pode
ser contraído pelo leite materno quando a mãe já
está contaminada. Entretanto, um cão com sarna demodécica
não transmite a doença para outro pelo contato, lembra.
Já a
escabiose afeta animais com poucas condições de higiene
(aí, sim, vale a máxima da abertura desta matéria).
É uma doença parasitária de pele (causa coceira)
e é contagiosa. A escabiose também é perigosa, por
ser transmitida pelo contato com o ácaro Sarcoptes scabiei, que
causa coceira intensa. O animal pode apresentar também perda
difusa de pêlos, descamações cutâneas com crostas
na cabeça, nas orelhas e nas patas, descreve Daniela.
Tratamento
Como qualquer
doença, a precocidade do diagnóstico aumenta as chances
de cura. O tratamento para ambos os tipos consiste, basicamente,
em banhos terapêuticos com produtos [xampus e loções]
específicos, porém a sarna negra, apesar de ser administrada,
não têm cura, afirma a veterinária. De acordo
com ela, durante o tratamento, pede-se a tosa uniforme do animal, para
aumentar o contato do produto com a superfície atingida. Os
medicamentos tópicos utilizados são acaricidas e, muitas
vezes, alguns veterinários optam por associar a eles a medicação
injetável, o que exige cuidado pelo seu grau de toxidade,
pondera Daniela Casanova
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- A baixa imunidade
de um animal está relacionada ao seu estado nutricional, a alterações
hormonais, ao estresse, a verminoses, ao uso de corticóides ou
a debilidades gerais. Esses fatores podem ser uma porta de entrada para
a sarna.
- No tratamento
da doença, é importante não apenas cuidar do animal,
mas também dos objetos usados por ele, lavando-os com água
quente e, se possível, passando a ferro cobertores, roupinhas,
etc. em altas temperaturas.
- Quando não
contida ou tratada, a sarna faz com que o bicho pare de se alimentar,
ou até mesmo de beber água, para se coçar, levando-o
à desidratação, à anorexia e à morte.
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