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(Ilustração:
Claudio Seto)
Nascida em
7 de dezembro de 1948, na província de Hiroshima, Yoko Morishita
iniciou-se na arte de balé aos 3 anos, por recomendação
médica, pois era uma criança de compleição
frágil. Quando começou a freqüentar uma academia de
balé, era uma menina desajeitada, que mal conseguia marcar os passos
junto com suas coleguinhas. Mas, ao descobrir que os treinos eram compensados
com seus resultados, fazendo-a adquirir maior habilidade, Yoko passou
a se empenhar muito mais que as colegas.
Ela ficou encantada
com a beleza do espetáculo de balé profissional ao qual
assistiu quando cursava o segundo ano primário. Assim, passou a
freqüentar, nas férias de verão e de inverno, a Escola
de Balé Tachibana de Tóquio. De Hiroshima a Tóquio,
eram 12 horas de viagem. Ela viajava sozinha no trem noturno. Numa época
em que ainda não havia telefone, muito menos celular, sua mãe
não dormia até receber o telegrama de que ela havia chegado
bem.
Em 1963, Yoko,
com 12 anos de idade, depois de terminar o curso primário, pediu
aos pais para morar em Tóquio. Eles sabiam de sua paixão
pelo balé clássico e atenderam ao seu pedido. Yoko foi morar
em Tóquio, passando a treinar com a bailarina Akiko Tachibana.
Cronologia
Forma-se
no colégio feminino Kisshô Joshikô, de Musashino, Tóquio.
Em 1971,
integra-se ao Grupo de Balé Matsuyama, liderada pela bailarina
Mikiko Matsuyama, vice-diretora da Escola que leva o mesmo nome.
Em 1974,
foi a primeira japonesa a conquistar a medalha de ouro no 12º Concurso
Internacional de Balé de Varna, Bulgária, iniciando a escalada
para o reconhecimento como uma das melhores bailarinas do mundo.
Em 1975
e 1977, recebeu o prêmio da Secretaria da Cultura do Japão,
concedido aos melhores artistas do ano. Foi a primeira bailarina japonesa
a pisar no palco do teatro Opera National de Paris em 1981.
Em 1983,
foi indicada a parceira do grande bailarino russo Rudolf Nureyev (1938~1993).
Ainda em 1985, recebeu o prêmio da Academia Japonesa de Artes (Nihon
Geijutsu-in Shô), assim como o Prêmio Laurence Olivier. Em
1997, foi a mais jovem mulher a receber o Prêmio Bunka Kôrô-shô
(Prêmio por Méritos Culturais), concedido pelo governo japonês
àqueles que se destacaram para divulgar a cultura no país.
Em 2001,
torna-se diretora do Grupo de Balé Matsuyama.
Atualidade
São
56 anos de carreira como bailarina, continuando a encantar o público
com seus movimentos graciosos e de uma soberba perfeição,
criando e renovando.
Yoko continua
a treinar e a dedicar-se à dança diariamente. Mesmo quando
se apresenta no palco até altas horas da noite, no dia seguinte,
de manhã cedo, já se pode vê-la treinando os passos,
tentando aprimorar e criar na dança. Ela é um exemplo de
dedicação à arte.
Para Yoko Morishita,
balé é a vida, e a vida é um palco para criação
e renovação.
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