PORTAL NIPPOBRASIL ONLINE - 15 ANOS
-
Redação: editor@nippo.com.br | Diretoria: diretoria@nippo.com.br 
Vendas:anuncie@nippo.com.br ou adm@nippo.com.br
ou tel: (11) 96898 1326
Sábado, 19 de abril de 2014 - 17h28
DESTAQUES:
  Empregos no Japão

  Busca
 
  NippoBrasil
   Comunidade
   Opinião
   Circuito
   Notícias
   Agenda
   Dekassegui
   Entrevistas
   Especial
-
  Variedades
   Aula de Japonês
   Automóveis
   Artesanato
   Beleza
   Bichos
   Cultura-Tradicional
   Culinária
   Dinheiro
   Ensaio NB
   Haicai
   Horóscopo
   Mangá
   Pesca
   Saúde
   Turismo-Brasil
   Turismo-Japão
-
  Esportes
   J.League 2010
   Copa das
 Confederações 2013
-
  Especiais
   Imigração Japonesa
   Salão do Automóvel
   Bomba de Hiroshima
   Festival do Japão 2013
-
 Colunas
   Conversando de RH
   Mensagens
     Roberto Shinyashiki
-
  O veja mais  Classificados
   Econômico
   Empregos no Brasil
   Guia Profissionais
   Imóveis
   Oportunidades
   Ponto de Encontro
-
  Interatividade
   Fale com a Redação
-
  Institucional
   Quem somos
.

Opinião - Edição 583 - Jornal NippoBrasil

Política cambial e crescimento econômico

Alberto Furuguem*

As primeiras medidas do governo Dilma Rousseff no campo da política cambial foram anunciadas pelo Banco Central (BC) na primeira semana de janeiro. O presidente do BC, Alexandre Tombini, as classificou como de natureza prudencial.

É possível que a referida medida coincida com uma reversão na tendência da taxa de câmbio do real frente ao dólar. Como bem lembrou Tombini, ao anunciar a medida (recolhimento ao BC do que exceder US$ 3 bilhões de posições vendidas dos bancos no mercado futuro), no sistema de câmbio flutuante, a taxa pode ir para baixo ou para cima. Depois de tanto ir para baixo, entretanto, é normal que se desenvolva a crença de que o movimento será sempre no mesmo sentido. Neste caso, as apostas no mercado financeiro acabam contribuindo para pressionar por novas valorizações do real. É o que estava acontecendo. Não custa lembrar, entretanto, que grandes prejuízos já foram impostos a quem fez apostas equivocadas sobre o comportamento futuro da taxa de câmbio.

O principal recado que o governo está passando, já há algum tempo, tanto no âmbito do Ministério da Fazenda quanto do BC, é que não se deseja valorizações do real que possam ameaçar o próprio crescimento da atividade econômica.

Ao lado disso, é de se considerar que o governo disponha de instrumentos para fazer valer seu objetivo. A sinalização de que o Fundo Soberano do Brasil também poderá atuar no mercado, constitui mais uma indicação de que o objetivo é evitar que o real siga valorizando-se, a ponto de inviabilizar segmentos importantes da nossa atividade industrial.

Em matéria de política cambial, cada país terá, a cada conjuntura, suas razões para colocar em prática o que melhor lhe parece. Neste momento, o desafio que se apresenta ao governo Dilma Roussef é conter a valorização do real, dadas suas implicações no processo de desenvolvimento econômico brasileiro. Deixado ao livre sabor do mercado, o efeito de novas valorizações poderia ser devastador para a economia brasileira. É claro que um dia a situação tenderia a se ajustar, em resposta ao crescente déficit em conta corrente, mas o estrago já teria sido muito grande.

O preço da moeda estrangeira pode ajustar-se rapidamente, diante de novas expectativas do mercado, mas um estrago na estrutura produtiva pode ser definitivo.

Alguns poderão argumentar que devemos nos preocupar com outros fatores que prejudicam nossa capacidade competitiva, como a melhoria da infraestrutura, a redução da carga tributária e o investimento na qualificação da mão de obra. Isso é verdade, mas não nos deve levar a uma passividade em relação aos movimentos na cotação da moeda estrangeira. É uma questão de sermos práticos e utilizarmos o bom senso.

Em estágios mais avançados do desenvolvimento econômico é natural e aceitável que a moeda de um país sofra valorização no cenário internacional. Foi o caso do Japão na década l980 (que, entretanto, parece ter sido o principal fator por trás da perda de dinamismo de sua economia), quando o padrão de vida naquele país já era dos mais elevados do mundo. Será o caso da China (que tem em uma moeda muito desvalorizada um grande trunfo competitivo) daqui a alguns anos.

A economia brasileira encontra-se em estágio que ainda não pode se dar ao luxo de admitir uma moeda muito valorizada. Isso prejudicaria nosso desenvolvimento pela menor capacidade competitiva de nossos produtos industriais, tanto no mercado interno quanto no mercado internacional. Um real muito valorizado (dólar muito baixo) ajuda a destruir empregos no Brasil e a criar empregos no exterior (na China, por exemplo).




*Economista, consultor com mestrado pela FGV e ex-diretor do BC
 Coluna: Opinião
11/04/2014
Por Walter Ihoshi
A internet e o futuro de um mundo conectado
10/01/2014
Por Junji Abe
Ranking do Progresso
18/10/2013
Por Hélio Nishimoto
Para relembrar Hiroshima e Nagasaki
14/08/2013
Por Hatiro Shimomoto
Bons usos e costumes
para o Brasil
20/07/2013
Por Walter Ihoshi
Santas Casas na UTI
05/06/2013
Por Lizandra Arita
Dia das Mães:
Q ue tipo de mãe é você?
19/04/2013
Por Kunihiko Chogo
Adaptando-se ao jeito
brasileiro de ser
08/12/2012
Por Keiko Ota
Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência
13/10/2012
Por Walter Ihoshi
A importância da transparência dos impostos
Por Teruo Monobe
Inflação
Por Teruo Monobe
Equilíbrio fiscal
Por Teruo Monobe
Balança comercial
Por Teruo Monobe
Brasil caro
Por Teruo Monobe
O que se passa
na economia global
Por Teruo Monobe
Discurso de posse
Por Teruo Monobe
2011 e o longo prazo
Por Teruo Monobe
Ano-Novo, tudo
novo em 2011
Por Teruo Monobe
A volta do ouro
Por Teruo Monobe
Novo governo, velho problema
Por Teruo Monobe
Natal gordo
Por Teruo Monobe
Novamente, a Europa em crise
Por Teruo Monobe
Esperando o Plano Dilma
Por Teruo Monobe
Movimentos na Europa
Por Teruo Monobe
Tiroteio
Por Teruo Monobe
Medidas extremas, mas paliativas
Por Teruo Monobe
O risco das ousadias financeiras
Por Teruo Monobe
Riquezas naturais podem se tornar em problemas potenciais
 Arquivo: Opinião
Por Alberto Furuguem
Governo Dilma Rousseff, bom começo
Por Titomo Sakiham
Previsão de Tempo
Por Alberto Furuguem
Cenário para investimentos em 2011
Por Alberto Furuguem
Política cambial
e crescimento econômico
Por Alberto Furuguem
Cenário econômico
para este ano
Por Alberto Furuguem
Time econômico do governo Dilma Roussef
Por Alberto Furuguem
Políticas econômicas – margens de manobra no governo Dilma Roussef
Por Walter Ihoshi
Mais uma vitória contra os impostos
Por Tokujo Maeda
O avanço dos soldados de terracota
Por Alberto Furuguem
Cenário da economia mundial
Por Alberto Furuguem
É possível evitar a queda do dólar no Brasil?
Por Alberto Furuguem
Política cambial - China e o resto do mundo
Por Alberto Furuguem
Taxas de equilíbrio – dá para calcular?

© Copyright 1992 - 2014 - NippoBrasil - Todos os direitos reservados - www.nippo.com.br

O conteúdo dos anúncios é de responsabilidade exclusiva do anunciante.
Antes de fechar qualquer negócio ou compra, verifique antes a sua idoneidade. Veja algumas dicas aqui.

Sobre o Portal NippoBrasil | Fale com o Nippo |  Anuncie - Mída Kit