Casais
Mika Fukushima e Ryuji Yamashina e Felipe Tanaka e Akemi Yamazaki
se conheceram em comunidade de cosplays no Orkut
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(Reportagem
e foto: Alexander Kanashiro/IPC)
A dificuldade
com o idioma japonês não é empecilho para quem é
fanático por mangas, animes e games japoneses. Entre os cosplayers,
pessoas que se vestem como seus personagens favoritos, a língua
é a porta de entrada para este mundo repleto de fantasia e imaginação
da cultura nipônica.
Muito antes
de começar a confeccionar as roupas de seus heróis prediletos,
o cosplayer Edmar Yukio Yairo, 27, residente em Shizuoka, praticava o
idioma japonês com a leitura de mangas. Ainda hoje o hobby o ajuda
a aperfeiçoar a língua. De acordo com ele, mesmo que não
se conheça muitos kanjis, dá para entender o enredo. A
dica para quem quer ingressar neste universo é o manga da categoria
shoonen, diz Yairo, pois fornece a leitura silábica de cada
ideograma. E ler as histórias com um dicionário nas mãos
ajuda muito. Pode dar trabalho, mas enquanto você aprende
coisas novas, acaba se divertindo com a história, assegura.
Alexandre Kuni
Fujioka, 22, de Tsukuba (Ibaraki), é outro que aproveita o gosto
pela cultura japonesa para aprender a língua. Ele revela que causa
uma certa inveja nos seus amigos do Brasil por morar no Japão.
É que aqui temos mais acesso e facilidade para comprar jogos,
animes, mangas, diz.
O sonho de
disputar o campeonato mundial WCS (World Cosplay Summit) no Japão
terminou em namoro para Geraldo José Cecílio Jr. e Gabrielle
Christine Valerio. Eles se conheceram em 2003, em São Paulo. Entre
os bastidores de um evento de cosplay e outro, começamos a namorar,
lembra Gabrielle. Eles realizaram o desejo de ir ao Japão em momentos
separados. Cecílio venceu a etapa nacional em 2009 com o parceiro
Renan Aguiar e representou o Brasil em Nagoia no evento promovido pela
TV Aichi. Já Gabrielle, juntamente com o parceiro Gabriel Niemietz,
que foi campeão mundial em 2008, fez uma apresentação
do jogo Valkyrie Profile 2 na etapa brasileira do AnimeXtreme e os dois
ganharam o direito de defender o Oapis no WCS 2010. Foi uma coincidência
engraçada. Queríamos ir ao Japão e só conseguimos
quando nos separamos para competir, diz Gabrielle.
A comunidade
do Orkut Moro no JP e sou fã de anime, criada em 2005,
já formou dois casais. O fundador Felipe Tanaka, que vive em Kanagawa,
conheceu a namorada Akemi Yamazaki, de Chiba, em um desses encontros.
O fato de termos o mesmo hobby ajudou bastante, diz Tanaka.
Ryuji Yamashina,
de Hamamatsu, e Mika Fukushima, de Kosai, cidades de Shizuoka, se conheceram
da mesma maneira. O casal comparece todos os anos fantasiado ao WCS para
dar apoio aos brasileiros no evento. Nosso papel é torcer
e vibrar por eles, frisa Mika. Mas antes da torcida, eles capricham
nas roupas e na maquiagem para interpretar seus personagens prediletos.
Todo mês fazemos uma lista do que precisamos comprar para
elaborar as roupas. Exige planejamento, é cansativo, mas vale a
pena. Eu e Mika estamos sempre juntos e fazemos o que gostamos,
conclui Yamashina.
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